Games infantis: quando brincar também estimula a criatividade
Estudos indicam que autonomia, desafios e colaboração em jogos digitais favorecem habilidades na infância
Quando o assunto é criança e videogame, a pergunta tradicionalmente feita é: “quanto tempo ela passa diante da tela?”. No entanto, um debate mais amplo tem ganhado espaço, focando também em como a criança joga e quais experiências o ambiente digital proporciona.
Jogos digitais que permitem criar, explorar, tomar decisões e interagir socialmente são apontados como ferramentas que podem estimular habilidades importantes, como criatividade, autonomia, colaboração e resolução de problemas. Isso não substitui brincadeiras presenciais, leitura ou atividades físicas, mas reconhece que a tecnologia pode ter um papel complementar na rotina infantil.
O que muda nos jogos de mundo aberto
Enquanto jogos lineares apresentam etapas pré-definidas, os jogos de mundo aberto oferecem maior liberdade para construir ambientes, personalizar personagens, inventar histórias e escolher diferentes caminhos para alcançar objetivos.
Estudos publicados nas revistas Thinking Skills and Creativity e Computers in Human Behavior indicam que a liberdade de escolha e os desafios progressivos presentes nesses jogos favorecem o desenvolvimento da criatividade, planejamento, memória, percepção e resolução de problemas.
Na prática, atividades como decorar uma casa virtual, criar personagens, organizar objetos, participar de missões ou desenvolver narrativas próprias envolvem imaginação, organização espacial e tomada de decisão. Contudo, os benefícios dependem do tipo de jogo e da forma como ele é integrado ao cotidiano da criança.
Do consumo passivo à participação ativa
Rodolfo Reis, CEO da Afterverse, estúdio brasileiro responsável pelo jogo infantil PK XD, destaca que as crianças buscam uma participação mais ativa nos universos digitais.
“A nova geração não quer apenas consumir conteúdo; quer participar da construção desse universo. Quando oferecemos ferramentas para que as crianças criem personagens, inventem histórias, construam espaços e tomem decisões, estamos estimulando competências importantes que também fazem parte da vida fora das telas, como criatividade, autonomia, colaboração e resolução de problemas”, afirma Reis.
O PK XD, que já ultrapassou 1 bilhão de downloads globalmente, permite aos jogadores construir casas, personalizar avatares, criar histórias e participar de desafios em um ambiente pensado para ser seguro e positivo. A plataforma conta com recursos de moderação e comunicação controlada voltados ao público infantil.
Equilíbrio é essencial
Apesar dos benefícios potenciais, especialistas recomendam equilíbrio na rotina infantil, que deve incluir descanso, convivência familiar, brincadeiras presenciais, leitura e atividades físicas.
Assim, mais do que classificar videogames como bons ou ruins, é importante observar o conteúdo, os recursos de segurança, a faixa etária indicada e o comportamento da criança durante e após a experiência. A qualidade da interação digital pode ser tão relevante quanto o tempo dedicado a ela.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA


