5 prioridades para cidades brasileiras mais sustentáveis
Fórum AELO/Estadão reuniu especialistas para discutir planejamento urbano, saneamento, segurança jurídica e os desafios do crescimento das cidades.
Como serão as cidades brasileiras nas próximas décadas? Para especialistas reunidos no 3º Fórum AELO/Estadão de Loteamento e Desenvolvimento Urbano, realizado em São Paulo, a resposta passa por cinco prioridades: planejamento integrado, segurança jurídica, acesso ao crédito, preservação ambiental associada ao saneamento e cooperação entre poder público e iniciativa privada.
Embora o debate pareça distante da rotina, ele envolve questões que fazem parte da vida nas cidades: qualidade das ruas, mobilidade, acesso à água e ao esgoto, presença de escolas e postos de saúde, áreas verdes e possibilidade de moradia em regiões estruturadas.
1. Planejar antes da ocupação irregular
Um dos principais pontos do fórum foi a necessidade de antecipar o planejamento urbano. O debate usou a ocupação das bacias de Guarapiranga e Billings, na zona sul de São Paulo, como exemplo de como restrições sem alternativas habitacionais podem favorecer moradias irregulares e loteamentos clandestinos.
Para os participantes, a preservação ambiental não precisa ser oposta ao desenvolvimento. A proposta é criar empreendimentos regulares, com infraestrutura, áreas verdes e equipamentos públicos, além de pensar em mobilidade, caminhabilidade e integração entre bairros.
2. Garantir regras mais previsíveis
A segurança jurídica foi apresentada como uma das bases para o mercado imobiliário e para novos investimentos. O longo processo de licenciamento e a falta de previsibilidade regulatória foram apontados como obstáculos para a produção de terra urbanizada.
O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema de Registro Eletrônico de Imóveis (ONR), Flaviano Galhardo, destacou os avanços na digitalização dos registros, que podem reduzir burocracias e aumentar a eficiência.
3. Ampliar o acesso ao crédito
O setor também citou o elevado custo do capital e a falta de linhas de crédito para a produção de lotes como entraves ao desenvolvimento urbano. A avaliação apresentada no evento é que o loteamento funciona como ponto de partida para a criação de bairros e para a expansão da oferta habitacional.
4. Integrar saneamento e preservação ambiental
Água, coleta e tratamento de esgoto foram tratados como partes essenciais do planejamento das cidades. Representantes da Sabesp, Arsesp, do Governo do Estado de São Paulo e da AELO defenderam uma atuação coordenada para ampliar os investimentos.
Segundo o fórum, a Sabesp trabalha com a meta de universalização do saneamento até 2029. A secretária estadual Natália Resende relacionou a expansão do serviço à saúde pública, à recuperação ambiental e à geração de empregos.
5. Unir diferentes setores
O consenso do encontro foi que municípios, concessionárias, órgãos reguladores e empreendedores precisam dialogar desde o início dos projetos. Para Caio Portugal, presidente da AELO, “O Brasil precisa planejar o crescimento das cidades antes que a ocupação irregular aconteça”.
A agenda apresentada pelo fórum reforça uma ideia simples: cidades mais sustentáveis dependem de decisões tomadas antes que os problemas se consolidem — e de regras capazes de transformar planejamento em infraestrutura real.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



