Natureza e clima: debates da São Paulo Climate Week 2026

Fundação Florestal destaca prevenção de incêndios, conservação marinha, bioeconomia e ciência cidadã

Na quarta-feira (5), a Fundação Florestal, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo, sediou um ciclo de debates durante a São Paulo Climate Week 2026. O encontro reuniu especialistas e autoridades para discutir o papel das áreas protegidas na conservação da biodiversidade, adaptação climática e promoção da economia verde.

Os painéis foram conduzidos por Oswaldo Lucon, assessor de relações internacionais da Fundação Florestal. Na abertura, o diretor-executivo Rodrigo Levkovicz destacou a importância das Unidades de Conservação como infraestruturas naturais essenciais para a regulação hídrica e a proteção das populações costeiras. O subsecretário de Meio Ambiente do Estado, Jonathas Souza da Trindade, reforçou o compromisso do estado em transformar metas internacionais em políticas territoriais efetivas, unindo conservação e modelos econômicos sustentáveis para garantir resiliência frente a eventos climáticos extremos.

Prevenção de incêndios e proteção da fauna

O diretor de Proteção Ambiental da Fundação Florestal, Adriano Candeias, ressaltou a mudança de foco na gestão de incêndios florestais, que agora prioriza a antecipação de riscos por meio de tecnologia, monitoramento contínuo e manejo integrado. A Fundação atua como força auxiliar das Defesas Civis locais em diversas regiões, buscando garantir que os danos não ocorram.

Na área da biodiversidade, a diretora de Biodiversidade, Andrea Pires, destacou a importância da fauna para a saúde dos ecossistemas e das populações humanas. Ela citou protocolos para resgate de animais em incêndios e a criação de novos viveiros para restauração biológica, ressaltando que cuidar da fauna é garantir a segurança das comunidades ao redor.

Conservação marinha e restauração urbana

O coordenador do núcleo de oceanos da Fundação Florestal, Gustave G. Lopez, apresentou iniciativas para proteger os mais de 700 quilômetros de costa paulista, como o MonitoraBioSP e o mapeamento de habitats submersos (PROMAP). Ele enfatizou que o oceano é um sistema tridimensional complexo e que dados científicos devem orientar decisões permanentes para sua proteção.

Na área urbana, o diretor do Instituto de Pesquisas Ambientais, Marco Aurélio Nalon, compartilhou resultados do projeto piloto no Parque Estadual das Fontes do Ipiranga (PEFI), onde a substituição da roçada contínua de gramados pelo plantio de floresta nativa ampliou a biodiversidade e reduziu custos públicos recorrentes.

Bioeconomia e ciência cidadã

A diretora de Bioeconomia da Fundação Florestal, Victoria M. Karvellis, destacou programas como o Pró-Juçara e iniciativas de Pagamento por Serviços Ambientais, que valorizam a floresta em pé e aproximam as comunidades da gestão pública, transformando a conservação em oportunidade socioeconômica.

O projeto Natureza em Rede, apresentado por Bruno Henrique Aranda, assistente técnico da Diretoria de Biodiversidade e Biotecnologia da Semil, promove a ciência cidadã por meio do aplicativo iNaturalist. A iniciativa “Bichos do PEFI” já reúne mais de 35 mil registros comunitários, demonstrando como a participação popular contribui para a produção de conhecimento e fundamenta políticas públicas de conservação.

O evento seguiu com debates previstos para o dia 6, focando na adaptação na Zona Costeira Paulista e nos compromissos climáticos do Brasil.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 84 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar