Hospitais filantrópicos realizam mais da metade dos atendimentos do SUS em São Paulo
Em 2025, rede filantrópica foi responsável por 50,38% dos procedimentos hospitalares no estado
Em São Paulo, os hospitais filantrópicos assumem papel central no atendimento hospitalar do Sistema Único de Saúde (SUS). Dados da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp) indicam que, em 2025, essas instituições foram responsáveis por 50,38% dos atendimentos e procedimentos hospitalares realizados pelo SUS, superando a rede pública, que respondeu por 49,27%.
Essa predominância se reflete também no número de unidades: dos 1.117 hospitais existentes no estado, 407 são filantrópicos, enquanto a rede pública conta com 321 hospitais e a rede privada com 389. Em 143 municípios paulistas, os hospitais filantrópicos representam a única estrutura hospitalar disponível para a população, evidenciando sua importância para o acesso à saúde em regiões menos assistidas.
Crescimento nos atendimentos oncológicos e cirúrgicos
Entre 2022 e 2025, a rede filantrópica registrou avanços expressivos em áreas essenciais da assistência hospitalar. Os procedimentos clínicos oncológicos aumentaram 19,5%, passando de 48.527 para 57.995. Já os procedimentos cirúrgicos oncológicos tiveram crescimento de 38,8%, subindo de 24.774 para 34.382 no mesmo período.
Além disso, as cirurgias eletivas, que são aquelas programadas, cresceram 53,8%, de 224.566 para 345.489 procedimentos realizados pela rede filantrópica. Esses números indicam uma ampliação significativa da capacidade de atendimento e da oferta de serviços especializados.
Desafios financeiros e importância do financiamento
Apesar dos avanços, os hospitais filantrópicos enfrentam desafios financeiros históricos que ameaçam sua sustentabilidade. A Fehosp destaca que a continuidade e ampliação dos serviços dependem de modelos de financiamento que acompanhem a complexidade da assistência prestada.
Em São Paulo, a implementação da Tabela SUS Paulista tem complementado os valores pagos pelos procedimentos realizados pelo SUS, possibilitando que a rede filantrópica amplie sua prestação de serviços. O fortalecimento dessas instituições é considerado essencial para reduzir gargalos, ampliar o acesso e garantir a qualidade do atendimento à população.
O papel das Santas Casas e hospitais beneficentes ganha destaque especialmente no contexto do Dia Nacional das Santas Casas, celebrado em 15 de agosto, reforçando a necessidade de políticas públicas que valorizem e sustentem essa rede fundamental para a saúde pública estadual.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



