5 hábitos para manter o cérebro ativo após os 60
Aprender, ler, socializar e se movimentar ajudam a preservar autonomia e qualidade de vida
Envelhecer com autonomia envolve mais do que cuidar do corpo. A saúde do cérebro também merece atenção na rotina — e pequenas atividades, como aprender algo novo, ler e manter contato com outras pessoas, podem ajudar a estimular memória, atenção, raciocínio e planejamento.
A estimulação cognitiva baseia-se na ideia de que o cérebro mantém sua capacidade de aprender ao longo da vida. Patrícia Lessa, especialista em neuroaprendizagem e diretora pedagógica do Supera – Estimulação Cognitiva, destaca que o envelhecimento não implica necessariamente em perda acelerada das funções cognitivas.
“Nosso cérebro mantém a capacidade de aprender durante toda a vida. Quanto mais ele é desafiado de forma estruturada, maiores são as chances de preservar funções importantes para o dia a dia, como memória, concentração, tomada de decisão e autonomia”, afirma Patrícia.
5 hábitos que ajudam a estimular a mente
Segundo as recomendações, não é preciso transformar a rotina em uma agenda cheia de exercícios mentais. O essencial é combinar diferentes tipos de estímulos e manter a regularidade.
- Aprender algo novo: estudar um idioma, tocar um instrumento ou desenvolver uma habilidade manual cria desafios variados para o cérebro.
- Ler com atenção: além de acompanhar textos, interpretar conteúdos variados e refletir sobre as informações.
- Resolver desafios: jogos de lógica, quebra-cabeças e problemas matemáticos exercitam o raciocínio e a capacidade de encontrar soluções.
- Manter uma vida social ativa: conversas e atividades em grupo exigem atenção, memória e adaptação.
- Cuidar do corpo e do sono: praticar exercícios físicos e preservar a qualidade do descanso complementam os cuidados com a cognição.
Por que variar as atividades?
Repetir sempre a mesma tarefa pode torná-la automática. Por isso, a recomendação é alternar atividades e buscar desafios proporcionais às próprias possibilidades.
“Quando repetimos sempre as mesmas atividades, o cérebro tende a automatizar processos. Já novos desafios exigem adaptações e favorecem a formação de novas conexões neurais”, explica Patrícia.
Estimulação cognitiva e envelhecimento ativo
A Organização Mundial da Saúde define envelhecimento ativo como o processo de otimizar oportunidades para saúde, participação social e segurança ao longo da vida. Nesse contexto, preservar a cognição está diretamente ligado à independência e à qualidade de vida.
Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) analisou a metodologia do Supera e observou melhora da memória, redução das queixas cognitivas e diminuição de sintomas depressivos entre participantes que realizaram o treinamento cognitivo.
Assim, a estimulação da mente pode ser incorporada de forma simples e prazerosa, com curiosidade, movimento, convivência e disposição para sair do piloto automático.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



