IA e dados ruins: decisões erradas aceleradas nas empresas brasileiras

Levantamentos indicam que falhas em cadastros elevam custos e prejudicam projetos de inteligência artificial

Investir em inteligência artificial pode não ser suficiente para melhorar os resultados de uma empresa. Quando a base de informações está desatualizada, duplicada ou incorreta, a tecnologia pode acelerar decisões equivocadas. No Brasil, 95% das empresas enfrentam problemas de qualidade de dados, segundo levantamento da 4MDG.

Essas falhas não afetam apenas o setor de tecnologia, mas também áreas como vendas, logística, finanças e atendimento, interferindo no planejamento e na análise de clientes, além de impactar a rotina de quem precisa tomar decisões rápidas.

O custo dos dados desatualizados

De acordo com a 4MDG, 60% das informações de endereço e telefone estão incorretas ou desatualizadas, comprometendo operações de vendas, logística, automação, compliance e inteligência artificial.

O impacto financeiro é significativo. Dados da plataforma Shelf indicam que as empresas perdem, em média, entre US$ 12 milhões e US$ 15 milhões por ano devido à baixa qualidade das informações. Em grandes corporações, esse prejuízo pode chegar a US$ 406 milhões anuais.

Além disso, um estudo da Parseur aponta que dados inconsistentes consomem cerca de 12% da receita das empresas e podem levar à perda de até 45% dos clientes potenciais por causa de cadastros duplicados ou desatualizados.

Por que a inteligência artificial depende de bons cadastros?

O problema também afeta projetos de inteligência artificial. Dados da VentureBeat indicam que até 87% dessas iniciativas não chegam à produção devido a problemas relacionados à qualidade da informação. Um levantamento da Huble mostra que 69% das empresas consideram dados ruins um obstáculo para decisões e insights confiáveis baseados em IA.

“A inteligência artificial trouxe um efeito importante para o mercado: ela deixou evidente que o sucesso de qualquer iniciativa tecnológica depende da qualidade dos dados”, afirma Paulo Cordeiro, CEO e fundador da 4MDG.

Segundo ele, informações mestres — como dados de clientes, fornecedores, produtos e materiais — precisam ser padronizadas e confiáveis para sustentar automações e análises. A 4MDG destaca que empresas com uma Central de Cadastro estruturada e processos consistentes de Master Data Management podem reduzir em até 30% os custos operacionais relacionados à gestão desses dados.

Evento debate governança de dados

O tema será abordado no Amigos do Cadastro 2026, evento promovido pela 4MDG em 19 de agosto, no Teatro Sabesp Frei Caneca, em São Paulo. A programação reunirá especialistas e executivos para discutir governança de dados, inteligência artificial, compliance, transformação digital e eficiência operacional.

Na edição anterior, o encontro contou com mais de 1.100 inscritos, cerca de 500 participantes e mais de 20 palestras. A edição de 2026 será realizada das 8h às 20h, com participação gratuita.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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