Novo CNPJ mobiliza 87 sistemas públicos no Paraná

Mudança para o CNPJ alfanumérico exigiu revisão de cerca de 8 mil componentes de software no Estado, segundo a Celepar.

Uma mudança que parece simples na tela — trocar o formato do CNPJ — exigiu uma grande operação nos bastidores dos serviços públicos do Paraná. A adoção do modelo alfanumérico, que combina letras e números nas novas inscrições empresariais, levou à revisão de mais de 87 sistemas estaduais e cerca de 8 mil componentes de software.

De acordo com as informações divulgadas pela Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar), o trabalho foi necessário para evitar problemas em cadastros, documentos fiscais, integrações entre órgãos e plataformas usadas por empresas e cidadãos.

Por que a mudança exige tanto trabalho?

O CNPJ aparece em diferentes pontos da administração pública: arrecadação, emissão de documentos fiscais, bancos de dados, controles internos e sistemas de atendimento. Quando o padrão desse identificador muda, cada ambiente precisa reconhecer corretamente a nova combinação de letras e números.

O levantamento dos sistemas impactados foi conduzido pela Secretaria da Fazenda (Sefa), por meio da Assessoria Técnica de Informática e Comunicação (ATIC), em conjunto com a Celepar e as empresas Wipro e GFT. Segundo o material, as duas companhias privadas responderam por um sistema cada, enquanto a Celepar concentrou a adaptação da quase totalidade dos demais sistemas atingidos.

Conhecimento técnico no centro do debate

Além do volume de alterações, a operação chamou atenção para o conhecimento acumulado por equipes que acompanham há décadas as regras de negócio, as integrações e a arquitetura tecnológica do governo estadual.

Para o advogado Paulo Jordassen Falcão, representante do Comitê de Trabalhadores contra a Privatização da Celepar, esse conhecimento é um dos principais ativos da companhia. A adaptação ao novo modelo de CNPJ mostra que o maior patrimônio da Celepar não está apenas na infraestrutura tecnológica, mas principalmente no conhecimento acumulado por seus profissionais ao longo de décadas. Quando surge uma mudança nacional dessa dimensão, é esse capital técnico que garante a continuidade dos serviços públicos e a segurança das informações do Estado, afirma.

A atuação também reacendeu a discussão sobre o futuro da empresa, incluída pelo governo estadual em um processo de privatização. Falcão avalia que a atualização expõe uma diferença entre a ideia de que a estatal estaria ultrapassada e sua capacidade operacional diante de uma mudança tecnológica ampla.

Os fatos mostram que, quando o Paraná precisa executar uma atualização tecnológica complexa e de grande escala, é a Celepar que possui o conhecimento necessário para realizar esse trabalho. Isso reforça que a empresa continua desempenhando um papel central na transformação digital do Estado, diz.

O impacto para quem usa os serviços

Para a população, a expectativa é que alterações desse porte aconteçam sem interrupções visíveis. O episódio mostra, porém, que a continuidade de serviços digitais depende não apenas de softwares e contratos, mas também de profissionais capazes de entender como diferentes áreas do Estado se conectam.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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