Inadimplência de aluguel no Paraná atinge maior nível em sete meses
Taxa de 3,07% em junho é a mais alta desde dezembro de 2025, mas permanece abaixo da média nacional, aponta Superlógica
Em junho de 2026, a inadimplência de aluguel no Paraná alcançou 3,07%, registrando a maior taxa desde dezembro de 2025, quando o índice também esteve nesse patamar. O dado representa um aumento de 0,21 ponto percentual em relação a maio, que registrou 2,86%. Comparado ao mesmo período de 2025, quando a taxa era de 2,79%, houve crescimento de 0,28 ponto percentual.
Apesar do avanço, o Paraná permanece com uma taxa inferior à média nacional, que foi de 3,20% no mesmo mês, conforme o Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, plataforma especializada em soluções para o mercado imobiliário.
Região Sul mantém menor inadimplência do país
O levantamento indica que a região Sul do Brasil continua apresentando a menor taxa de inadimplência de aluguel, com 2,71% em junho, um leve aumento de 0,04 ponto percentual em relação a maio. Em contrapartida, o Nordeste registrou a maior taxa do país, de 5,15%, embora tenha apresentado uma redução de 0,24 ponto percentual no período.
Outras regiões apresentaram os seguintes índices: Norte com 4,30%, Centro-Oeste com 3,00% e Sudeste com 2,96%.
Segundo Manoel Gonçalves, diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, a oscilação na inadimplência reflete um cenário econômico ainda pressionado pela inflação e juros elevados, que impactam diretamente o orçamento das famílias e a capacidade de pagamento dos inquilinos.
Imóveis comerciais lideram inadimplência no Sul
Na região Sul, os imóveis comerciais apresentaram a maior taxa de inadimplência, atingindo 3,50% em junho, um aumento de 0,10 ponto percentual em relação a maio, que registrou 3,40%. As casas tiveram uma redução, passando de 3,21% para 3,13%, enquanto os apartamentos registraram a menor taxa entre os tipos analisados, com 2,07%, uma leve queda em relação a maio.
Faixa de aluguel até R$ 1.000 concentra maior inadimplência nacional
Em âmbito nacional, os imóveis comerciais com aluguel de até R$ 1.000 apresentaram a maior taxa de inadimplência, de 7,40%, mesmo após uma queda de 0,20 ponto percentual. Nos imóveis residenciais, a mesma faixa de preço também liderou, com 6,27%.
O índice considera como inadimplentes os locatários com boletos em atraso há mais de 60 dias ou pagos com atraso superior a esse período. A análise foi feita com base em dados anonimizados de mais de 800 mil locatários em todo o Brasil.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



