Triciclos mostram que paixão por motos não tem idade

No Capital Moto Week, motociclistas experientes encontram nos triciclos conforto para seguir na estrada, viajar e celebrar a cultura biker.

A paixão por motos não precisa ficar na garagem com o passar dos anos. No Capital Moto Week 2026, em Brasília, motociclistas da melhor idade mostram que ainda existe muita estrada pela frente — e que os triciclos podem ser uma alternativa para continuar pilotando com mais conforto e estabilidade.

O festival termina neste sábado, 1º de agosto, e reúne modelos de três rodas customizados com temas que vão do cinema à ficção científica. Alguns lembram universos como Mad Max e Transformers; outros exibem heróis, extraterrestres e pinturas mais líricas nos painéis.

Um sonho que saiu da garagem aos 57 anos

A aposentada Cris Angel conta que sempre quis pilotar, mas só conseguiu comprar a primeira motocicleta aos 57 anos. Na infância, acompanhava os irmãos nas lambretas, quase sempre ocupando o lugar da garupa.

“Eu tinha nove irmãos e nós éramos cinco mulheres. Meus irmãos andavam de lambreta e eu era a única que ia na garupa”, explicou Cris.

Depois de começar, ela não parou mais. Aos 65 anos, decidiu trocar as duas rodas pelo triciclo e passou a participar do encontro anual em Brasília. “Eu espero pelo Capital Moto Week o ano inteiro, venho todos os anos. Eu amo essa terra, esse é o melhor encontro que existe”, afirmou.

Conforto para continuar viajando

Segundo Paulo Marques, diretor do TriVale Brasília, grupo que reúne proprietários de triciclos, a mudança acompanha o desejo de permanecer na estrada por mais tempo. A regional do Distrito Federal tem 180 integrantes, enquanto o grupo soma 3 mil membros no Brasil e em outros quatro países.

“O triciclo permite que muita gente continue vivendo esse estilo de vida, participando das viagens e encontrando amigos que fazem parte dessa grande família”, explicou Paulo.

O militar aposentado França, de 79 anos, pilota há 64 anos e decidiu trocar uma BMW 1200 por um triciclo depois de conduzir diferentes modelos de motocicleta.

“A liberdade continua sendo a mesma. A diferença é que o triciclo traz mais conforto e facilita as manobras. A gente continua viajando, participando dos encontros e vivendo tudo isso”, contou.

Primeira visita ao Capital Moto Week

Para o marceneiro aposentado Paulo Roberto, de 72 anos, a edição de 2026 também marcou a realização de um sonho. Morador de Patos de Minas (MG), ele percorreu centenas de quilômetros até Brasília para conhecer o festival pela primeira vez.

“Eu sempre ouvia falar do Capital Moto Week, mas nunca tinha conseguido vir. Agora estou realizando esse sonho”, ressaltou.

De acordo com a organização, o evento ocupa uma área de mais de 400 mil m² e reúne shows, atrações de aventura e cinco palcos temáticos. O festival também informa ter certificação Lixo Zero e iniciativas voltadas à inclusão, à diversidade e à sustentabilidade.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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