Escoliose em meninas: 5 sinais para observar
Após cirurgia, adolescente de 14 anos retoma as aulas e alerta para sinais da escoliose durante o crescimento
A volta às aulas de Pauline Vitória Pereira da Rocha, de 14 anos, teve um significado especial. Moradora de Marialva, na região de Maringá, no Paraná, a adolescente retornou à escola em 27 de julho, depois de passar por uma cirurgia para corrigir uma curvatura acentuada da coluna no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba.
O reencontro com os colegas também evidenciou como a escoliose pode fazer parte da rotina de outros adolescentes. Pauline descobriu que um colega havia passado pelo mesmo procedimento e que outra colega começara o tratamento com colete ortopédico.
Por que a escoliose pode passar despercebida?
Segundo o ortopedista Luiz Müller Ávila, do Hospital Pequeno Príncipe, a escoliose raramente provoca dor no início. Por isso, a alteração pode ser notada apenas quando a curvatura já está mais avançada.
“A escoliose normalmente não causa dor. Por isso, muitas vezes ela é percebida apenas quando a deformidade já está mais avançada. O olhar atento dos pais, professores e profissionais de saúde é fundamental para que o diagnóstico aconteça cedo”, explica o especialista.
A condição acomete entre 2% e 3% da população e é mais frequente em meninas de 10 a 14 anos, período marcado por crescimento acelerado. A forma mais comum é a escoliose idiopática do adolescente, responsável por cerca de 80% dos casos.
5 sinais de alerta para observar
Familiares podem perceber mudanças durante a troca de roupa, após o banho ou quando o adolescente se inclina para a frente. Entre os sinais estão:
- ombros em alturas diferentes;
- escápulas, também chamadas de “asas” das costas, desalinhadas;
- assimetria na cintura;
- quadris desnivelados;
- elevação de um dos lados das costas ao inclinar o tronco.
A identificação de um desses sinais não confirma a presença de escoliose, mas indica a importância de buscar avaliação de um profissional de saúde. Quando diagnosticada precocemente, a condição pode ser acompanhada e, em muitos casos, tratada com colete, evitando a necessidade de cirurgia.
Postura e mochila pesada causam escoliose?
O especialista esclarece que mochila pesada e má postura não causam a deformidade estrutural da coluna. Esses fatores podem provocar dores musculares e alterações posturais, mas a escoliose está relacionada a fatores genéticos, congênitos, neuromusculares ou sindrômicos.
Na família de Pauline, os primeiros sinais foram atribuídos à posição que ela mantinha enquanto desenhava. “A gente achava que ela ficava tortinha porque estava desenhando”, relembra a mãe, Ionice Aparecida Rosa Pereira.
Pauline ainda aguarda liberação médica para voltar às atividades esportivas. Por enquanto, a retomada da rotina escolar representa uma nova etapa após o tratamento.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



