Câncer de pulmão: sintomas, prevenção e importância do diagnóstico precoce

Doença é a principal causa de morte por câncer no mundo; atenção aos sinais e redução do tabagismo são essenciais

O câncer de pulmão permanece como o tipo de câncer que mais provoca mortes globalmente. Conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), são registrados cerca de 2,5 milhões de novos casos por ano, resultando em aproximadamente 1,8 milhão de óbitos. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 32 mil novos casos anuais no triênio mais recente, com aproximadamente 18 mil em homens e 14 mil em mulheres.

O dia 1º de agosto é dedicado ao Dia Mundial de Combate ao Câncer de Pulmão, reforçando a necessidade de conscientização sobre prevenção, fatores de risco e sinais que merecem atenção. Apesar dos avanços nos tratamentos, muitos diagnósticos ainda ocorrem em estágios avançados da doença, o que dificulta o sucesso terapêutico.

Importância do diagnóstico precoce

O câncer de pulmão pode se desenvolver silenciosamente, o que torna fundamental a investigação de sintomas persistentes e o acompanhamento médico, especialmente para pessoas com fatores de risco.

Segundo a médica Fernanda Ronchi, chefe do Serviço de Oncologia do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie (HUEM) e professora da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná (FEMPAR), “o câncer de pulmão continua sendo um dos maiores desafios da oncologia porque, muitas vezes, evolui de forma silenciosa. Quanto mais cedo conseguimos identificar a doença, maiores são as possibilidades de tratamento e melhores os resultados para o paciente. Por isso, investir em prevenção e diagnóstico precoce é fundamental”.

Sintomas que merecem atenção

Os principais sinais de alerta incluem:

  • tosse persistente;
  • falta de ar;
  • dor no peito;
  • rouquidão;
  • perda de peso sem causa aparente;
  • cansaço excessivo;
  • presença de sangue no escarro.

A presença de um ou mais desses sintomas não indica necessariamente câncer, mas qualquer sinal persistente deve ser avaliado por um profissional de saúde, especialmente em pessoas com histórico de tabagismo ou exposição a agentes nocivos.

Tabagismo e outros fatores de risco

De acordo com a especialista, cerca de 85% dos casos estão relacionados ao consumo de cigarros e derivados do tabaco. No entanto, o câncer de pulmão também pode afetar pessoas que nunca fumaram, devido a fatores como predisposição genética, exposição ocupacional a agentes cancerígenos, poluição atmosférica e contato prolongado com fumaça passiva.

Medidas para reduzir o risco

Parar de fumar é a medida mais eficaz para diminuir o risco de desenvolver a doença. Além disso, é recomendado evitar ambientes com fumaça de cigarro, utilizar equipamentos de proteção em atividades profissionais com exposição a substâncias tóxicas, manter hábitos saudáveis e realizar acompanhamento médico quando houver fatores de risco.

Os tratamentos atuais incluem terapias-alvo, imunoterapia e protocolos personalizados. O Hospital Universitário Evangélico Mackenzie desenvolve um projeto, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, para rastreamento anual com tomografia de tórax em tabagistas e ex-tabagistas, visando o diagnóstico precoce.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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