Adoção responsável: 5 dicas para escolher um vira-lata
Antes de se encantar pela aparência, avalie rotina, comportamento e compromisso para adotar um cão
O Dia do Vira-Lata, comemorado em 31 de julho, é uma data que convida à reflexão sobre a adoção responsável e os critérios que devem guiar a escolha de um animal de estimação. Embora o vira-lata seja o cão mais comum no Brasil, ele ainda é um dos menos escolhidos na hora da adoção.
Para a psicóloga Juliana Sato, especialista em vínculo humano-animal e luto pet, a primeira impressão pode influenciar a decisão, mas não revela o temperamento, a história ou as necessidades reais do animal. “Antes de perguntar ‘qual cão eu quero?’, vale perguntar: que vida eu tenho para oferecer?”, destaca.
1. Não escolha apenas pela aparência
Filhotes, cães pequenos ou aqueles que chamam atenção rapidamente costumam ser os primeiros a serem adotados. No entanto, a aparência não determina se o cão é compatível com a rotina e o espaço do futuro tutor.
2. Avalie sua rotina antes da adoção
É fundamental considerar quanto tempo e disposição você tem para dedicar ao animal. Pessoas que passam muitas horas fora de casa devem refletir se conseguirão atender às necessidades de cães com muita energia ou que demandam companhia constante.
3. Não tire conclusões no primeiro encontro
O comportamento do cão no abrigo pode ser influenciado pelo medo, estresse e ambiente desconhecido. Um cão retraído pode estar assustado, enquanto um que parece agitado pode estar reagindo ao local. A falta de demonstração imediata de afeto não significa ausência de vínculo, pois alguns cães precisam de tempo para confiar.
4. Dê tempo para o vínculo se construir
Cães que sofreram abandono ou maus-tratos podem levar dias ou meses para se sentirem seguros. Uma rotina estável, paciência e respeito ao tempo do animal são essenciais para fortalecer a relação, sem cobrar respostas imediatas.
5. Entenda que a adoção é um compromisso de longo prazo
Adotar implica assumir responsabilidades com alimentação, cuidados, despesas e atenção durante todas as fases da vida do animal, incluindo envelhecimento e possíveis doenças. Também exige estar aberto a conhecer o cão real, e não apenas a imagem idealizada.
Juliana Sato resume: “Escolher pela aparência é escolher pela foto. Conviver é outra coisa.” A psicóloga é formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, possui certificação internacional em luto pet pela Association for Pet Loss and Bereavement e atua com foco em saúde mental no universo pet.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



