Vacinação contra gripe é essencial no Paraná apesar da queda em casos de SRAG
Estado registra redução de 15,5% nas hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave, mas reforça imunização e cuidados no inverno
O Paraná registrou uma queda de 15,5% nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na Semana Epidemiológica 29, encerrada em 27 de julho de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Foram 15.999 hospitalizações por SRAG neste ano, contra 18.944 em 2025, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).
Apesar desse cenário positivo, as autoridades de saúde reforçam que a vacinação continua sendo a principal estratégia para reduzir hospitalizações, complicações e mortes causadas por infecções respiratórias. As vacinas contra Influenza, Covid-19 e Vírus Sincicial Respiratório (VSR) são fundamentais para proteger principalmente os grupos prioritários, como crianças entre seis meses e seis anos, idosos acima de 60 anos e gestantes.
Vacinação ampliada e disponível
A campanha de vacinação contra a gripe foi ampliada para a população geral em 29 de junho, após acordo entre a Sesa e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems). Desde o início da campanha, em março, foram aplicadas 2.955.450 doses da vacina contra Influenza em todo o estado, distribuídas em mais de 1,8 mil salas de vacinação.
A cobertura vacinal entre os grupos prioritários está em 52,55%, acima da média nacional de 44,72%. A meta é alcançar 90% desse público até o final do ano, o que representa cerca de 2,96 milhões de paranaenses. As gestantes apresentam a maior cobertura, com 76,77%, seguidas pelos idosos (52,83%) e crianças (48,73%).
Grupos prioritários e riscos da SRAG
Além dos idosos, gestantes e crianças, a campanha inclui profissionais de saúde, professores, povos indígenas, pessoas com deficiência permanente ou doenças crônicas, trabalhadores do transporte e da educação, integrantes das forças de segurança, entre outros.
A Síndrome Respiratória Aguda Grave não é uma doença isolada, mas uma complicação grave de gripes e outras infecções respiratórias, podendo causar falta de ar intensa, queda na oxigenação do sangue e lesões pulmonares. Na Semana Epidemiológica 29, foram registrados 2.564 casos de Influenza no Paraná, com maior número de hospitalizações entre crianças até seis anos (708 casos) e idosos acima de 60, 70 e 80 anos, com 220, 314 e 418 casos, respectivamente.
Cuidados além da vacina
Além da imunização, a Secretaria de Estado da Saúde recomenda medidas simples para reduzir a transmissão de vírus respiratórios, como higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel, uso de lenços descartáveis para higiene nasal, cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar, manter ambientes ventilados e garantir hidratação adequada.
O inverno no Paraná segue até o fim de agosto, e a queda nos casos não deve levar à diminuição dos cuidados para evitar a circulação dos vírus.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



