Congresso Nacional ganha iluminação laranja em apoio ao TDAH

Ação marca a Semana Nacional de Conscientização sobre o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade

Entre os dias 31 de julho e 1º de agosto, o Congresso Nacional, em Brasília, será iluminado na cor laranja em referência à Semana Nacional de Conscientização sobre o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). A ação, instituída pela Lei nº 14.420, de 20 de julho de 2022, tem como objetivo ampliar a visibilidade do transtorno, combater o estigma e reforçar a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado para pessoas de todas as idades que convivem com o TDAH.

Esta é a terceira edição consecutiva da iluminação do Congresso Nacional, iniciativa realizada pelo deputado federal Daniel Agrobom (PSD-GO), em parceria com as Secretarias da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, com apoio da Apsen para viabilizar a ação.

Prevalência e características do TDAH

Segundo o Ministério da Saúde, o TDAH pode afetar entre 5% e 8% da população mundial. Entre as crianças diagnosticadas, cerca de 70% apresentam pelo menos uma comorbidade, e aproximadamente 10% convivem com três ou mais condições associadas.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por padrões persistentes de desatenção, hiperatividade e impulsividade, que podem comprometer o desempenho escolar, a vida profissional, os relacionamentos interpessoais e a qualidade de vida.

Sintomas e diagnóstico

Os sintomas geralmente surgem na infância, mas podem persistir na adolescência e na vida adulta. Entre os principais sinais estão dificuldade para manter a atenção, distração frequente, esquecimentos, desorganização, dificuldade para concluir tarefas, inquietação, necessidade constante de movimento, impulsividade, fala excessiva e dificuldade para esperar a própria vez.

O diagnóstico do TDAH é clínico e deve ser realizado por profissional habilitado, com base na história do paciente, avaliação dos sintomas e critérios diagnósticos reconhecidos internacionalmente. A identificação precoce é fundamental para favorecer o desenvolvimento, a aprendizagem, as relações sociais e a qualidade de vida.

Tratamento individualizado

O tratamento do TDAH é personalizado e pode incluir orientação à família, intervenções psicossociais, acompanhamento psicológico e uso de medicamentos conforme indicação médica. Entre as opções farmacológicas disponíveis estão medicamentos estimulantes e não estimulantes.

A atomoxetina, aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é atualmente o único medicamento não estimulante com indicação em bula para o tratamento do TDAH no Brasil. A escolha da estratégia terapêutica deve ser conduzida por médico habilitado, que acompanhará a evolução clínica do paciente para definir a abordagem mais adequada.

A iluminação do Congresso Nacional simboliza a importância de manter o diálogo sobre o TDAH ativo, promovendo conscientização e apoio para pessoas que convivem com o transtorno.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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