Obesidade em cães e gatos: carinho não é sinônimo de comida

Petiscos em excesso e porções maiores que o necessário podem favorecer o ganho de peso; veja como cuidar da alimentação do pet.

O olhar pidão do cachorro e o miado insistente do gato costumam parecer pedidos irresistíveis de carinho. No entanto, transformar a comida em uma recompensa frequente pode levar ao ganho de peso e à obesidade, que é o distúrbio nutricional mais comum entre os animais de companhia. Esse problema vai além da estética, podendo comprometer a saúde, a qualidade e a expectativa de vida de cães e gatos.

Entre os hábitos que favorecem a obesidade estão oferecer porções maiores do que as recomendadas, não contabilizar os petiscos dados ao longo do dia, compartilhar alimentos da refeição da família e ceder sempre que o animal pede comida.

Nem todo pedido significa fome

Segundo Natacha Teixeira, médica-veterinária da Adimax, muitos cães e gatos aprendem a associar certos comportamentos, como ficar próximo à cozinha, olhar fixamente para o responsável ou vocalizar, ao recebimento de alimento. “Com o tempo, esse comportamento acaba sendo reforçado, mesmo quando o animal não está com fome”, explica.

Por isso, é importante não confundir apetite aparente com necessidade nutricional. O interesse constante por comida pode ser resultado de um hábito aprendido, mas também pode indicar problemas de saúde, como doenças endócrinas ou verminoses. Em caso de mudanças significativas no apetite, a orientação é buscar avaliação veterinária.

Como evitar o excesso de peso

A prevenção da obesidade começa pelo manejo alimentar adequado. O alimento deve ser compatível com a fase da vida, o porte e as condições específicas do animal. É fundamental respeitar a quantidade diária indicada pelo fabricante ou pelo veterinário e considerar os petiscos dentro da rotina alimentar.

Recomenda-se dividir a porção diária em pelo menos três refeições, o que ajuda a organizar a oferta de alimento. As necessidades, porém, variam entre os animais e devem ser avaliadas individualmente.

“Cabe ao responsável compreender seu papel na saúde e no bem-estar do pet, oferecendo a quantidade adequada de alimento, respeitando as necessidades individuais do animal e evitando excessos que, ao longo do tempo, favorecem o ganho de peso”, reforça Natacha.

Carinho também é passeio e brincadeira

Demonstrar afeto não significa necessariamente oferecer comida. Passeios, brincadeiras, enriquecimento ambiental e momentos de interação fortalecem o vínculo entre responsável e pet sem colocar a saúde do animal em risco.

Manter uma rotina equilibrada depende de pequenas escolhas diárias: medir as porções, controlar a quantidade de petiscos e não recompensar automaticamente todo pedido de comida. Em caso de dúvidas sobre o peso, alimentação ou comportamento do animal, o acompanhamento veterinário é o caminho mais seguro.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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