IA reduz em 90% o tempo para inclusão de pacientes em cuidados
Parceria em Santa Catarina demonstra como a inteligência artificial acelera a prevenção na saúde suplementar
Em Santa Catarina, uma parceria entre a empresa brasileira level e a Unimed Tubarão mostrou como a inteligência artificial (IA) pode transformar a prevenção em uma estratégia eficaz na saúde suplementar. A tecnologia reduziu em 90% o tempo necessário para identificar e inserir pacientes em linhas de cuidado especializadas, diminuindo o prazo de 100 para apenas 10 dias.
Essa redução significativa permite que intervenções aconteçam mais cedo, aumentando as chances de prevenção, acompanhamento adequado e evitando a progressão de quadros clínicos que geram custos elevados para o sistema de saúde. A solução da level utiliza IA para analisar grandes volumes de dados clínicos e assistenciais, cruzando informações de diferentes bases para identificar automaticamente pacientes com potencial elegibilidade para programas de acompanhamento.
Análise de mais de 50 mil prontuários
Na Unimed Tubarão, foram avaliados mais de 50 mil prontuários, o que possibilitou identificar 4.775 pacientes elegíveis para acompanhamento em linhas de cuidado, sendo 543 classificados como em risco. Antes da implementação da tecnologia, o processo de identificação dependia de etapas manuais, o que limitava a velocidade de atuação das equipes.
Jane Marilusa Silva, enfermeira coordenadora do setor Viver Bem da Unimed Tubarão, destacou que o trabalho manual podia levar até três meses para identificar um beneficiário que precisava de prioridade no cuidado. Com o sistema, essa eficiência aumentou, permitindo que a equipe foque no cuidado direto ao paciente.
Importância da identificação precoce
Quanto mais cedo um paciente é identificado e acompanhado, maiores são as chances de evitar complicações clínicas, internações e procedimentos de alta complexidade, que elevam os custos assistenciais. Esse tema ganha ainda mais relevância diante da escalada dos custos na saúde suplementar.
Segundo o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), o Índice de Variação de Custos Médico-Hospitalares (VCMH) atingiu 15,1% nos últimos 12 meses, mais que o triplo da inflação oficial do período. O setor atende mais de 53 milhões de beneficiários, e essa inflação médica representa uma pressão bilionária sobre operadoras e prestadores de serviços, com impacto estimado superior a R$ 50 bilhões em um ano.
IA como ferramenta estratégica
Mariana Gaspers, CEO da level, ressalta que a principal transformação promovida pela IA está na capacidade de antecipar decisões e apoiar equipes assistenciais na atuação preventiva. “Quando conseguimos identificar um paciente dez vezes mais rápido, aumentamos as chances de intervenção precoce, melhoramos a experiência assistencial e reduzimos a probabilidade de eventos de maior complexidade e custo”, afirmou.
O uso da inteligência artificial na saúde suplementar está evoluindo de uma ferramenta para automatizar processos administrativos para um recurso que apoia diretamente a tomada de decisão assistencial, onde estão os maiores desafios e oportunidades do setor. A tecnologia organiza informações para que as equipes possam concentrar esforços onde há maior necessidade, sem substituir o trabalho dos profissionais.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



