Seguro ou reserva: o que protege melhor sua família?

Pesquisa revela que brasileiros reconhecem a importância do seguro, mas poucos possuem proteção para vida, acidentes ou patrimônio.

Um acidente, uma doença incapacitante, um incêndio ou a perda de um familiar podem alterar drasticamente o orçamento familiar. Apesar disso, muitos brasileiros ainda evitam contratar seguros, acreditando que esses eventos graves acontecem apenas com os outros. Essa percepção contribui para a distância entre reconhecer a importância da proteção e efetivamente contratar uma apólice.

De acordo com pesquisa Datafolha encomendada pela Planejar (Associação Brasileira de Planejamento Financeiro), 58% dos brasileiros preferem pagar um valor menor e recorrente por um seguro a enfrentar uma despesa alta de uma só vez. No entanto, apenas 18% afirmam possuir seguro de vida ou contra acidentes, e 14% contam com seguro residencial.

Seguro não substitui a reserva de emergência

A reserva de emergência é fundamental para lidar com situações como desemprego, consertos, problemas de saúde e outras despesas inesperadas do dia a dia. Contudo, ela pode não ser suficiente para cobrir eventos de grande impacto, como invalidez, incêndio, acidentes graves ou a perda total de um patrimônio.

Patrícia Aiello, fundadora e CEO do Grupo Altros, destaca que “a reserva financeira é importante para dar estabilidade em momentos inesperados, mas há situações que podem comprometer anos de construção patrimonial. O seguro entra justamente para proteger o que seria muito difícil reconstruir apenas com recursos próprios”.

Na prática, a reserva de emergência e o seguro cumprem funções distintas: a reserva ajuda a atravessar emergências comuns, enquanto o seguro oferece cobertura para riscos que poderiam levar ao endividamento, venda de bens ou a uma longa reorganização financeira.

Por que tanta gente ainda evita contratar?

Estudos da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) indicam que a baixa adesão aos seguros no Brasil está relacionada à falta de educação financeira, linguagem técnica complexa, limitações orçamentárias e à crença de que determinados problemas dificilmente ocorrerão.

Patrícia Aiello ressalta que “o seguro sofre de um paradoxo interessante: é o único produto que as pessoas compram esperando nunca utilizar. Quando o sinistro não acontece, muitos sentem que desperdiçaram dinheiro. Mas o valor do seguro está justamente na tranquilidade e na proteção que ele oferece durante todo o período de vigência”.

Como identificar a proteção necessária

Antes de escolher uma apólice, é importante avaliar as vulnerabilidades financeiras da família ou do negócio. Algumas perguntas podem ajudar nesse processo:

  • Como as despesas seriam pagas se o principal provedor da família falecesse?
  • Existe uma fonte alternativa de renda caso alguém fique temporariamente sem trabalhar?
  • O orçamento suportaria a perda total do veículo ou danos causados a terceiros?
  • Haveria recursos para reparar ou reconstruir o imóvel em caso de danos?

As respostas indicam quais riscos devem ser priorizados. A pesquisa da Planejar também revela que 91% dos segurados pensam em formar uma reserva para emergências, enquanto 68% já iniciaram uma poupança com esse objetivo.

“Não se trata de escolher entre seguro ou investimento. As duas estratégias fazem parte de um planejamento financeiro equilibrado”, complementa a especialista. A ideia é substituir a crença de que “isso nunca vai acontecer comigo” por uma análise realista das condições financeiras da família.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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