Febre em crianças: sonolência e alterações neurológicas são sinais de alerta
Mudanças no comportamento e convulsões associadas à febre exigem avaliação médica rápida, especialmente em bebês
Febre, dor de cabeça e mal-estar são sintomas comuns em viroses, mas quando acompanhados de alterações neurológicas, como sonolência excessiva, confusão mental, convulsões ou mudanças significativas no comportamento, podem indicar doenças graves como meningite e encefalite. Essas condições exigem diagnóstico e tratamento urgentes para evitar sequelas permanentes e risco de morte, especialmente em crianças.
O pediatra infectologista Dr. Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), destaca que a mudança no comportamento habitual é um dos principais sinais de alerta. “Prostração importante, sonolência excessiva, confusão mental, crises convulsivas e mau estado geral são manifestações que sempre merecem investigação. A rapidez na intervenção faz diferença direta no prognóstico”, afirma.
Quando buscar atendimento médico?
É fundamental que famílias e profissionais de saúde estejam atentos a sinais como:
- sonolência muito diferente do habitual;
- confusão mental;
- prostração importante;
- crises convulsivas;
- mudança marcante de comportamento;
- mau estado geral.
Em recém-nascidos, qualquer episódio de febre deve ser investigado com rigor. Crianças até três meses de idade também requerem atenção especial, pois o risco de infecção grave é maior nessa faixa etária.
Gravidade da meningite e encefalite
A meningite é a inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, enquanto a encefalite afeta diretamente o tecido cerebral. Ambas podem evoluir rapidamente e causar sequelas neurológicas permanentes, como perda auditiva, déficits cognitivos, epilepsia e alterações motoras.
O diagnóstico precoce é desafiador, pois os sintomas iniciais podem ser confundidos com os de viroses comuns. A avaliação médica envolve histórico detalhado, exame físico, situação vacinal, contexto epidemiológico e exames laboratoriais. Avanços em técnicas moleculares, como testes de PCR multiplex, permitem identificar rapidamente vírus, bactérias e fungos no líquor, acelerando o início do tratamento adequado.
Vacinação como principal prevenção
Apesar dos avanços no diagnóstico, a vacinação continua sendo a estratégia mais eficaz para prevenir meningite bacteriana. Vacinas conjugadas contra meningococo, pneumococo e Haemophilus influenzae tipo b têm reduzido significativamente a incidência das formas graves da doença em diversos países.
Dr. Kfouri reforça: “Os pais conhecem o comportamento habitual dos filhos. Se perceberem que a criança não está bem, apresenta prostração intensa, sonolência diferente do habitual ou qualquer alteração neurológica, devem procurar imediatamente o pediatra ou um serviço de emergência. Esses sinais nunca devem ser ignorados.”
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



