Do cotidiano ao currículo: o que jovens já sabem fazer
Projetos de empregabilidade mostram como responsabilidades, estudos e tarefas diárias podem virar competências para o primeiro emprego.
Quem está em busca do primeiro emprego costuma ouvir que precisa ter experiência. Mas, antes mesmo de entrar no mercado, muitas jovens já organizam rotinas, cuidam de responsabilidades familiares, participam de projetos e aprendem a resolver problemas. O desafio é reconhecer essas habilidades e explicar por que elas também têm valor profissional.
Essa é a proposta de iniciativas como a plataforma gratuita CV de Vida, do McDonald’s, e o LINKA, projeto de empregabilidade do Instituto Talenses Group. As ações partem de uma ideia simples: experiências vividas na escola, em casa ou na comunidade podem ser traduzidas em competências como organização, responsabilidade, comunicação, resiliência e colaboração.
Como o LINKA prepara jovens para oportunidades
O LINKA oferece uma trilha de aprendizagem com oito missões, três módulos e 20 horas de carga horária. O conteúdo inclui temas de carreira e simulação de entrevista, além de caminhos de aproximação com o mercado, como books de apresentação de talentos, portal de jovem aprendiz e portal de empresas parceiras.
Na frente desenvolvida com a AFESU, organização sem fins lucrativos voltada à educação profissional de meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade social, o projeto passou de 14 participantes no piloto, em 2023, para 77 em 2024 e 80 em 2025.
Os resultados divulgados também indicam mudanças na percepção das participantes:
- 66% afirmaram se sentir mais preparadas para buscar oportunidades de trabalho;
- 72% avaliaram como fácil a navegação pela plataforma;
- antes do curso, 28% não se sentiam preparadas para entrevistas de emprego;
- 68 certificados já foram emitidos.
Competências não começam no primeiro salário
Para Rodrigo Vianna, CEO da Mappit e cofundador do Talenses Group, existe uma diferença entre não ter experiência formal e não ter competências. “Muitos jovens já desenvolveram responsabilidade, comunicação, disciplina e colaboração em contextos cotidianos, mas ainda não sabem traduzir esse repertório para a linguagem do mercado. O papel de iniciativas como o LINKA é justamente ajudar nessa ponte”, afirma.
A discussão acompanha mudanças nas exigências profissionais. Segundo o relatório Future of Jobs 2025, do Fórum Econômico Mundial, 39% das habilidades exigidas pelo mercado devem mudar até 2030. O levantamento destaca tanto competências tecnológicas, como inteligência artificial e letramento tecnológico, quanto habilidades comportamentais e adaptativas.
Pensamento criativo, resiliência, flexibilidade, curiosidade e aprendizagem contínua aparecem nesse cenário. Para quem está começando, o primeiro passo pode ser olhar para a própria história: administrar uma rotina, aprender sozinha, participar de uma iniciativa comunitária ou lidar com responsabilidades são experiências que podem formar um repertório profissional.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



