Arte contemporânea chinesa em destaque na Bienal de Curitiba

Exposição no MON reúne artistas chineses para discutir ecologia, memória e transformação

Curitiba recebe uma importante mostra de arte contemporânea chinesa na 16ª Bienal Internacional de Curitiba. A exposição “Na Terra: Fluxos do Devir — Memória, Materiais e Nova Natureza” está em cartaz na Sala 3 do Museu Oscar Niemeyer (MON) e reúne artistas de diferentes gerações para refletir sobre temas como ecologia, memória, transformação e coexistência.

Com curadoria de Xiao Ge e Windy Lv, a mostra integra o conceito curatorial LIMIARES, que aborda o momento de passagem em que algo deixa de ser o que era para se tornar outra coisa. O percurso da exposição aproxima o pensamento oriental, representado pela noção do Dao como fluxo permanente de transformação, a imagens presentes na cultura latino-americana, como o rio e o rizoma, símbolos de vida, movimento e coexistência.

Três núcleos temáticos

A exposição está organizada em três núcleos: Raízes: Caos e Origem, que parte dos mitos fundadores das civilizações; Rizomas: Natureza e Simbiose, que aborda relações ambientais e formas de convivência; e Frutos: Civilização e Eco, que investiga memória, urbanização, identidade e reconstrução cultural.

Destaques da mostra incluem Xu Bing, reconhecido por suas pesquisas sobre linguagem e sistemas culturais; Yin Xiuzhen, que transforma roupas e objetos descartados em instalações que discutem memória e globalização; e Shen Yuan, artista radicada em Paris que explora migração e convivência intercultural. Também participam Xia Hang, Tong Kunniao e Qian Lihuai, entre outros, com trabalhos que transitam entre escultura, vídeo, pintura, performance, arte digital e inteligência artificial.

Uma parceria cultural consolidada

A presença chinesa na Bienal de Curitiba é contínua desde 2009, consolidando uma das mais relevantes parcerias culturais entre a América Latina e a China. Em 2017, o governo chinês doou à cidade uma estátua em bronze do filósofo Confúcio, instalada no Centro Cívico como legado da Bienal.

Segundo a curadora Windy Lv, “O rio nunca pergunta onde estão as fronteiras; ele simplesmente segue seu curso.” Essa metáfora sintetiza a proposta da exposição de usar a arte como linguagem comum para promover diálogo, sustentabilidade e paz em um mundo em transformação.

Visitação

A exposição pode ser visitada até 15 de novembro de 2026, de terça a domingo, das 10h às 18h (com acesso até 17h30). A entrada é gratuita às quartas-feiras e no último domingo de cada mês. O Museu Oscar Niemeyer está localizado na Rua Marechal Hermes, 999, Centro Cívico, Curitiba.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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