Urnas eletrônicas: por que a confiança importa na democracia

Artigo de Ricardo Viveiros debate os efeitos políticos de questionar as urnas eletrônicas sem apresentar provas e ressalta o papel da responsabilidade

Questionar as regras de uma eleição faz parte da democracia. Mas o que acontece quando um candidato coloca sob suspeita o sistema eleitoral sem apresentar provas? Essa é a provocação central de um artigo assinado pelo jornalista, professor e escritor Ricardo Viveiros.

O texto chama atenção para um ponto que interessa a toda a sociedade: a democracia não depende apenas do voto, mas também da confiança coletiva nas instituições e nas regras do jogo. Quando essa confiança é abalada antes de uma eleição, o impacto pode ultrapassar a disputa entre partidos.

O que o artigo diz sobre as urnas eletrônicas

Segundo Viveiros, o Brasil utiliza urnas eletrônicas há décadas. Nesse período, o sistema passou por aperfeiçoamentos, auditorias, testes públicos de segurança e fiscalização de diferentes instituições e grupos técnicos, além de observadores internacionais.

O autor também menciona que a Justiça Eleitoral nega, de forma recorrente, a informação falsa de que as urnas brasileiras seriam produzidas pela empresa venezuelana Smartmatic. A alegação é apontada no artigo como parte de narrativas usadas para desacreditar o processo eleitoral.

Para Viveiros, críticas ao sistema são legítimas em uma democracia. O limite, escreve ele, está na ausência de evidências para sustentar acusações graves. “Liberdade de expressão exige responsabilidade de expressão”, afirma o jornalista no texto.

O precedente envolvendo Jair Bolsonaro

O artigo relembra um encontro com diplomatas estrangeiros, em 2022, no qual o então presidente Jair Bolsonaro fez acusações sem provas contra o processo eleitoral. De acordo com o material, o episódio fundamentou sua condenação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.

O texto afirma ainda que Bolsonaro se tornou inelegível por oito anos em razão dessas declarações. A partir desse precedente, Viveiros compara a estratégia atribuída a Flávio Bolsonaro, que teria reunido diplomatas e repetido alegações semelhantes às feitas pelo pai.

Críticas, provas e responsabilidade pública

O autor ressalta que cabe à Justiça Eleitoral e aos órgãos competentes avaliar se declarações configuram ilícitos eleitorais ou crimes. Ele também afirma que não pretende antecipar decisões judiciais, mas considera legítimo discutir se um candidato demonstra compromisso democrático ao desacreditar, sem provas, o mecanismo que organiza a eleição da qual pretende participar.

A reflexão final é direta: eleições dependem de que os concorrentes aceitem as regras antes da votação e respeitem o resultado depois dela. Quando essa premissa é enfraquecida por informações sem fundamento, o prejuízo, segundo o artigo, não fica restrito a uma campanha — alcança a confiança na própria democracia brasileira.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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