Déficit calórico: comer menos nem sempre emagrece melhor
Entenda por que cortar comida demais pode favorecer a perda de músculos e dificultar a manutenção do emagrecimento no longo prazo.
Se a ideia é emagrecer, provavelmente você já ouviu que precisa consumir menos calorias do que gasta. O princípio do déficit calórico está correto, mas transformar essa estratégia em sinônimo de comer o mínimo possível pode atrapalhar — e muito — a perda de gordura.
De acordo com Cacá Ferreira, gerente técnico da Cia Athletica, o planejamento deve priorizar a redução de gordura sem comprometer a massa muscular, a energia e o desempenho nos treinos. Na prática, isso significa buscar uma rotina que possa ser mantida, em vez de apostar em restrições extremas.
Déficit calórico não é passar fome
“Existe uma diferença muito grande entre criar um déficit calórico e simplesmente passar fome. Quando a restrição alimentar é exagerada, o corpo tende a perder massa muscular, o metabolismo pode desacelerar e a pessoa encontra muito mais dificuldade para manter a estratégia ao longo do tempo”, explica Ferreira.
Dietas muito restritivas também podem vir acompanhadas de fome intensa e queda na energia. Com isso, fica mais difícil seguir o plano alimentar por semanas ou meses, aumentando o risco de abandonar o processo e recuperar o peso perdido, no chamado efeito sanfona.
Por que a musculação entra nessa estratégia?
Para o especialista, emagrecer não deveria ser avaliado apenas pelo número exibido na balança. A preservação da massa muscular é um dos pontos importantes durante a perda de peso, e o treinamento de força pode contribuir para esse objetivo.
“O objetivo não deve ser apenas reduzir o número da balança. Muitas pessoas conseguem perder peso rapidamente, mas acabam eliminando também a massa muscular. Isso aumenta a chance de recuperar o peso perdido e dificulta a manutenção dos resultados”, afirma.
O tecido muscular demanda energia para ser mantido. Por isso, preservar a musculatura pode colaborar para um gasto energético maior ao longo do dia, inclusive nos períodos de descanso, segundo Ferreira.
Cardio ou musculação? A combinação pode ser melhor
Caminhada, corrida e bicicleta ajudam a aumentar o gasto calórico e melhoram o condicionamento cardiovascular. Já a musculação favorece mudanças na composição corporal e auxilia na manutenção da massa muscular.
“A melhor estratégia não é escolher entre musculação ou cardio. Cada modalidade oferece benefícios diferentes. O exercício aeróbico melhora o condicionamento cardiovascular e aumenta o gasto energético durante a atividade, enquanto a musculação ajuda a manter a massa muscular e o metabolismo ativo. Juntos, eles potencializam os resultados”, diz o gerente técnico.
O ponto central, portanto, é construir um déficit compatível com a rotina e com as necessidades individuais. Para quem busca emagrecer, a combinação entre alimentação equilibrada, exercícios e recuperação adequada tende a ser mais sustentável do que cortar comida de forma agressiva.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



