Consórcio amplia poder de negociação na compra de bens
Artigo relaciona Pix, planejamento financeiro e crescimento do consórcio no Brasil
Após anos focado em quanto cabia na parcela, o consumidor brasileiro começa a questionar quanto realmente custa pagar pelo dinheiro utilizado na compra. Essa mudança de perspectiva explica o crescimento do interesse por planejamento financeiro na aquisição de bens como carros e imóveis.
Thiago Savian, diretor comercial da Unifisa e executivo com 27 anos de experiência no mercado de consórcios, relaciona a popularização do Pix à valorização do pagamento à vista. Segundo ele, o consórcio tem ajudado o consumidor a recuperar parte do poder de negociação que o pagamento à vista proporciona.
Do “quanto cabe na parcela” ao “quanto custa o dinheiro”
Embora o Pix não tenha criado a lógica do pagamento à vista, ele consolidou esse comportamento no cotidiano. Em compras menores, como celulares, eletrodomésticos ou refeições, pagar à vista pode garantir descontos, melhores condições de entrega ou benefícios adicionais.
Quando o valor da compra é elevado, a discussão vai além do preço do bem e passa a incluir o custo do dinheiro ao longo do tempo. Os juros altos têm levado muitos consumidores a refletir se vale a pena antecipar um sonho a qualquer custo.
O papel do consórcio nesse cenário
O artigo faz uma analogia provocativa entre o consórcio e o Pix, ressaltando que não são produtos equivalentes. Enquanto o Pix revolucionou a forma de movimentar dinheiro, o consórcio é uma modalidade de planejamento gradual que permite construir poder de compra.
Na prática, quando ocorre a contemplação no consórcio, o comprador passa a negociar o preço do bem com recursos disponíveis, em vez de discutir apenas o valor das parcelas. Isso pode fazer diferença em negociações de motocicletas, imóveis, máquinas agrícolas ou investimentos empresariais.
Dinheiro com propósito e crescimento do consórcio
O artigo destaca a importância de dar nome ao dinheiro, ou seja, destinar recursos para objetivos específicos como viagens, cursos ou aquisição de bens, transformando a economia em uma escolha consciente.
Segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o sistema de consórcios registra crescimento em participantes ativos, créditos comercializados e negócios realizados, impulsionado pela busca por planejamento em um cenário de crédito caro.
Embora o financiamento continue essencial para necessidades imediatas, a principal transformação está na mudança da pergunta feita antes da compra: não apenas quanto cabe no orçamento, mas quanto custa escolher determinada forma de pagamento.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



