Endometriose: 5 formas de controlar os sintomas

Cólica incapacitante, dor nas relações e alterações intestinais podem indicar a doença que afeta 190 milhões de mulheres no mundo

Sentir cólica a ponto de faltar ao trabalho, à aula ou cancelar compromissos não deve ser considerado normal. A dor menstrual intensa é um dos principais sinais da endometriose, uma doença ginecológica crônica que afeta aproximadamente 190 milhões de mulheres em idade reprodutiva no mundo, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Essa condição ocorre quando um tecido semelhante ao endométrio, que reveste o interior do útero, cresce fora da cavidade uterina. As lesões podem atingir ovários, trompas, intestino e bexiga, causando inflamação, dor e, em alguns casos, dificuldade para engravidar.

Quais sintomas merecem investigação?

Além da cólica intensa e persistente, a endometriose pode se manifestar por meio de dor durante a relação sexual, alterações intestinais ou urinárias e problemas para engravidar. Esses sinais são frequentemente subestimados, o que pode atrasar o diagnóstico.

“Não é esperado que a mulher sinta dor a ponto de comprometer suas atividades diárias. Sentir dor nunca é normal e precisa ser investigado”, destaca a Dra. Madalena Oliveira, médica e professora na pós-graduação em Ginecologia da Afya Vitória.

A doença pode surgir em pacientes jovens, por isso cólicas fortes desde a adolescência ou que pioram com o tempo devem ser avaliadas por um ginecologista. A detecção precoce é fundamental para definir estratégias que preservem a qualidade de vida.

5 estratégias usadas no controle da endometriose

  1. Tratamento medicamentoso: analgésicos e anti-inflamatórios são utilizados para aliviar a dor, sempre sob orientação médica para evitar automedicação.
  2. Terapia hormonal: anticoncepcionais, progestagênios e outras medicações podem reduzir a atividade hormonal que favorece o crescimento das lesões. Em casos específicos, DIU hormonal, anticoncepcionais contínuos e implantes também são indicados.
  3. Cirurgia: recomendada em casos avançados ou quando o tratamento clínico não é eficaz, com o objetivo de remover os focos da endometriose.
  4. Acompanhamento multidisciplinar: envolve cuidados integrados com ginecologista, endocrinologista, fisioterapeuta especializado em assoalho pélvico e suporte psicológico para um manejo completo da doença.
  5. Alimentação equilibrada: priorizar frutas, verduras, legumes, grãos integrais, peixes ricos em ômega-3, azeite de oliva e oleaginosas pode ajudar a reduzir a inflamação. Recomenda-se diminuir o consumo de ultraprocessados, açúcares e frituras.

O tratamento é individual

Embora não exista cura definitiva para a endometriose, a doença pode ser controlada. A escolha do tratamento depende da intensidade dos sintomas, da extensão da doença e do desejo reprodutivo da paciente.

“O diagnóstico precoce é uma das principais ferramentas que temos hoje. Quanto antes identificamos a doença, maiores são as chances de controlar os sintomas e preservar a qualidade de vida da paciente”, conclui a especialista.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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