Brasileiros 50+ diversificam investimentos e ampliam uso de bancos digitais
Prévia do Tsunami Prateado 2026 revela mudanças no comportamento financeiro da população madura
O comportamento financeiro dos brasileiros com mais de 50 anos está passando por transformações significativas, segundo dados preliminares do recorte “Finanças Prateadas” da pesquisa Tsunami Prateado 2026, conduzida pela consultoria data8. Entre 2021 e 2026, esse público ampliou a diversificação de seus investimentos e a utilização de diferentes instituições financeiras, deixando de concentrar suas operações em um único banco.
O avanço dos bancos digitais é notável: a penetração entre os 50+ saltou de 17% para 45% no período analisado. As corretoras de investimento também cresceram expressivamente, passando de 3% para 17%. Apesar disso, os bancos tradicionais continuam predominantes, embora tenham recuado levemente, de 90% para 88%.
Inclusão financeira e diversificação de relacionamentos
A inclusão financeira também apresentou progresso, com a parcela de brasileiros acima de 50 anos sem conta bancária caindo de 8% para 2%. Isso indica uma bancarização quase universal, mas com uma mudança importante: os clientes não concentram mais suas relações financeiras em uma única instituição, mas distribuem seus recursos entre diferentes players do mercado.
Cléa Klouri, sócia-fundadora da data8, destaca que “os brasileiros 50+ não estão substituindo instituições – estão ampliando vínculos e distribuindo seus recursos entre diferentes players”. Essa fragmentação reflete um aumento na sofisticação financeira desse grupo, que agora gerencia seu patrimônio de forma mais diversificada.
Mudanças no portfólio de investimentos
O perfil dos investimentos também mudou. A participação da poupança caiu de 63% para 39%, enquanto aplicações em Tesouro Direto e CDB cresceram de 1% para 23%. Investimentos em ações avançaram de 1% para 12%, indicando uma busca por ativos com maior retorno.
Renda mais diversificada na maturidade
Além disso, a composição da renda dos brasileiros 50+ tornou-se mais diversificada. A participação de investimentos financeiros na renda passou de 3% para 16% em cinco anos. A previdência privada quadruplicou, de 3% para 12%, e a renda proveniente de imóveis aumentou de 8% para 13%. Embora o salário fixo e a aposentadoria continuem relevantes, eles agora dividem espaço com outras fontes, configurando um portfólio de renda mais amplo e adaptado à maior longevidade.
Segundo a pesquisa, a aposentadoria deixou de ser o eixo central da renda, funcionando como uma camada dentro de um conjunto diversificado de fontes de receita, em resposta às pressões financeiras e ao aumento da expectativa de vida.
Digitalização e desafios
A digitalização também impacta esse público: 87% dos brasileiros 50+ acessam a internet diariamente, e o uso de aplicativos bancários cresceu de 55% para 72% entre 2018 e 2026. O celular tornou-se a principal ferramenta para a gestão financeira.
Porém, essa autonomia traz desafios. A digitalização expõe esse grupo a decisões financeiras mais complexas e a riscos como golpes digitais baseados em engenharia social. Além disso, mais da metade dos brasileiros 50+ afirma não poder parar de trabalhar, e 27% sentem-se excluídos do mercado de trabalho, evidenciando tensões estruturais que coexistem com a maior sofisticação financeira.
Esses dados serão apresentados em 6 de agosto de 2026, às 10h30, no palco 23 do Armazém 5, durante o Rio Innovation Week, no painel “Você sabe com quem está falando? Tsunami Prateado 2026: o retrato de uma nova longevidade”.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



