81% dos brasileiros associam mudanças climáticas a doenças crônicas

Pesquisa Datafolha/ACT revela percepção sobre fatores de risco e prevenção das DCNTs

As mudanças climáticas já são percebidas pela população brasileira como uma questão de saúde. Segundo uma pesquisa Datafolha encomendada pela ACT Promoção da Saúde, 81% dos entrevistados acreditam que eventos como ondas de calor, enchentes e tempestades aumentam o risco de desenvolver doenças crônicas não transmissíveis, conhecidas como DCNTs.

O levantamento foi realizado em 117 municípios das cinco regiões do país, com 2.000 entrevistas com pessoas acima de 16 anos — sendo 1.913 entrevistados com mais de 18 anos — entre 4 e 6 de maio de 2026. A pesquisa integra o projeto Prevenção 360º, apoiado pela Umane.

Principais fatores de risco para DCNTs

As DCNTs incluem condições como pressão alta, câncer, diabetes, doenças do coração e respiratórias. A maioria dos participantes reconheceu a relação dessas doenças com fatores de risco presentes no cotidiano:

  • 92% citaram o tabagismo, incluindo cigarros eletrônicos;
  • 83% apontaram o alto consumo de bebidas alcoólicas;
  • 80% relacionaram as doenças à alimentação não saudável, com muitos ultraprocessados e poucas verduras e vegetais;
  • 78% identificaram o sedentarismo e a poluição do ar como fatores associados.

O resultado reforça que a prevenção não depende apenas de decisões individuais. A rotina, o acesso a alimentos, a qualidade do ar, a exposição à publicidade e as condições ambientais também influenciam as escolhas e os riscos à saúde.

Demanda por informação e transparência

Quando questionados sobre as medidas mais eficazes para combater as DCNTs, 56% dos entrevistados defenderam que as empresas expliquem claramente o que seus produtos contêm e quais riscos oferecem à saúde. Outros 53% apoiaram a ampliação de informações sobre prevenção na televisão, internet e redes sociais.

O cuidado individual apareceu em seguida: 52% disseram que cada pessoa deve tomar medidas para não desenvolver essas doenças. Já a adoção de medidas por meio de legislação teve apoio de 33% dos participantes.

Para a superintendente-geral da Umane, Thais Junqueira, os dados indicam que a população reconhece a influência de diversos fatores, mas é necessário ampliar a compreensão sobre o papel dos ambientes saudáveis e das políticas públicas na prevenção.

Indústrias e o debate eleitoral

A pesquisa também perguntou se os entrevistados votariam em candidatos apoiados por indústrias de produtos considerados nocivos à saúde. Entre eles, 77% disseram que não votariam em candidatos apoiados pela indústria do tabaco; 68% rejeitariam apoio da indústria de álcool; e 58%, da indústria de ultraprocessados. No caso de empresas de agrotóxicos, 66% afirmaram que não votariam nesses políticos.

O levantamento completo está disponível no site da ACT Promoção da Saúde. O projeto Prevenção 360º busca discutir a conexão entre saúde e meio ambiente, defendendo ações que reduzam a exposição da população a fatores de risco das doenças crônicas.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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