Fertilidade após os 30: o que merece atenção

Obstetra explica prazos para investigar a fertilidade, exames preventivos e cuidados importantes antes de tentar engravidar.

Adiar a gravidez para depois dos 30 anos já faz parte da realidade de muitas mulheres, que dividem o planejamento da maternidade com carreira, viagens e outros projetos pessoais. Nesse cenário, informação confiável ajuda a reduzir a ansiedade e a entender quando é hora de procurar avaliação médica.

Em material divulgado pela MAM Baby, a obstetra Alessandra Alves (CRM-MG 29.288) reúne orientações sobre fertilidade e cuidados antes da concepção. As recomendações não substituem uma consulta individual, mas ajudam a organizar os principais pontos para quem está planejando engravidar.

1. Anticoncepcional não causa infertilidade

Um dos mitos abordados pela especialista é o de que o uso prolongado da pílula prejudicaria a capacidade de engravidar. Segundo a médica, o anticoncepcional não causa infertilidade e, após a interrupção, o ritmo fértil pode retornar rapidamente, inclusive com possibilidade de gravidez já no ciclo seguinte.

A idade, porém, é um fator que merece planejamento. O material aponta que a faixa biológica mais favorável para engravidar fica entre 23 e 32 anos, sem tratar a gestação depois dos 30 como algo excepcional. A recomendação é observar o tempo de tentativa: mulheres com menos de 35 anos devem buscar avaliação após até um ano e meio sem engravidar; para aquelas com 35 anos ou mais, o prazo indicado é de seis meses.

2. A investigação deve envolver o casal

A dificuldade para engravidar não deve ser atribuída automaticamente à mulher. De acordo com a obstetra, a infertilidade é uma condição do casal, e alterações ligadas ao fator masculino aparecem em aproximadamente 30% dos casos, mesmo que a maioria dos homens tenha resultados normais no espermograma.

Para quem deseja se planejar com antecedência, o material cita o espermograma e a dosagem do hormônio antimülleriano (AMH), exame usado para avaliar a reserva ovariana. A necessidade e a interpretação de cada exame devem ser definidas por profissionais de saúde.

3. O preparo começa antes da gravidez

Entre os cuidados pré-concepcionais estão o controle da glicemia, o acompanhamento da pressão arterial, a alimentação equilibrada e a prática de exercícios. O ácido fólico é apontado como a vitamina com comprovação consistente para a fase anterior à gestação, por contribuir para a prevenção de malformações congênitas.

O alerta também inclui infecções silenciosas, como a clamídia, que pode provocar inflamação e obstrução das trompas. Por isso, consultas e exames preventivos são importantes mesmo quando não há sintomas.

4. Saúde mental também entra no planejamento

A ansiedade durante as tentativas pode ser desgastante. A orientação apresentada é evitar testes de farmácia de forma compulsiva, preservar a privacidade do processo e dividir a responsabilidade entre os parceiros. O planejamento da gravidez, afinal, não deve se transformar em uma cobrança concentrada sobre a mulher.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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