SOP é renomeada para Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina

Nova nomenclatura evidencia impactos hormonais, metabólicos e cardiovasculares da condição

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), uma das condições ginecológicas mais comuns entre mulheres em idade reprodutiva, recebeu uma atualização em sua nomenclatura. Agora chamada de Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP), a mudança reflete uma compreensão mais ampla da doença, que vai além dos ovários e envolve aspectos metabólicos e hormonais.

Entendendo a nova nomenclatura

De acordo com a ginecologista Graziela Boccasanta, médica cooperada da Unimed Curitiba, a alteração no nome acompanha o avanço do conhecimento científico sobre a síndrome. “O novo nome mostra que se trata de uma condição muito mais ampla. Ela envolve a ginecologia, a endocrinologia e o funcionamento do organismo como um todo”, explica.

Além das alterações menstruais e da dificuldade para engravidar, a SOMP pode causar acne, aumento de pelos em regiões como rosto e abdômen, e favorecer o ganho de peso. A condição está associada à resistência à insulina, diabetes tipo 2, hipertensão e outras alterações metabólicas.

Impactos na saúde além dos ovários

Estudos recentes indicam que mulheres com a síndrome apresentam maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral. Essa informação reforça a importância de compreender a SOMP como uma condição que afeta múltiplos sistemas do organismo, e não apenas uma questão ginecológica ou estética.

Diagnóstico e critérios

O diagnóstico da SOMP é baseado em um conjunto de critérios clínicos e laboratoriais, incluindo irregularidade menstrual, sinais de excesso de hormônios androgênicos e exames complementares. A presença de múltiplos folículos nos ovários pode auxiliar na investigação, mas não é suficiente nem obrigatória para confirmar o diagnóstico, ou seja, o aspecto dos ovários sozinho não define a síndrome.

Tratamento individualizado

O tratamento é personalizado conforme os sintomas e objetivos de cada paciente. Mudanças no estilo de vida, como a prática regular de atividade física e uma alimentação equilibrada, são pilares fundamentais para reduzir os impactos da síndrome na saúde.

“A prática regular de atividade física e uma alimentação equilibrada fazem parte do tratamento de todas as pacientes e ajudam a reduzir os impactos da síndrome na saúde”, destaca Graziela Boccasanta.

Em casos de alterações menstruais, acne persistente, crescimento excessivo de pelos ou dificuldade para engravidar, é essencial buscar avaliação médica para diagnóstico e definição do tratamento adequados.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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