Sono insuficiente afeta quase metade dos brasileiros, alerta INER
Estudo revela média de 6,5 horas de sono por noite e impactos na saúde e produtividade
Dormir pouco vai além do simples cansaço no dia seguinte. Segundo dados do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil), divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos do Repouso (INER), os brasileiros dormem em média apenas 6,5 horas por noite, abaixo do recomendado para adultos. Além disso, 49,6% da população apresenta sono insuficiente, caracterizado pela curta duração do descanso.
Esse cenário preocupa especialmente diante da rotina acelerada que muitos enfrentam, conciliando trabalho, estudos e vida pessoal. A privação de sono está associada à fadiga persistente, dificuldade de concentração, aumento de erros operacionais e queda no desempenho cognitivo, fatores que impactam diretamente a produtividade no ambiente profissional.
Impactos da privação de sono na rotina
Quando o descanso é inadequado, tarefas que exigem atenção, memória e tomada de decisão tornam-se mais difíceis, refletindo em perdas de eficiência e aumento de falhas. Cleriane Lopes Denipoti, diretora-executiva do INER, ressalta que “o sono é um dos pilares fundamentais da saúde, e quando quase metade da população dorme menos do que o necessário, os impactos vão muito além do cansaço individual. Estamos falando de perda de produtividade, aumento de falhas no dia a dia e prejuízos cumulativos à saúde física e mental”.
Ambiente de descanso e qualidade do sono
Além dos hábitos noturnos, o ambiente onde se dorme exerce papel importante na qualidade do sono. O INER destaca que colchões inadequados ou sem comprovação técnica podem agravar quadros de insônia, despertares frequentes e sono não reparador. A escolha de colchões compatíveis com o biotipo do usuário e certificados tecnicamente é fundamental para garantir um sono restaurador.
O instituto menciona o Selo Pró-Espuma, uma certificação que atesta critérios técnicos como densidade, resistência e durabilidade dos colchões. Cleriane explica que “o colchão tem papel central na qualidade do sono. Um produto inadequado pode comprometer o alinhamento do corpo, gerar desconforto e impedir que o sono cumpra sua função restauradora. O Selo Pró-Espuma garante que o colchão passou por avaliações técnicas rigorosas, oferecendo mais segurança, confiabilidade e desempenho ao consumidor”.
Combinação de fatores para melhorar o sono
Melhorar a qualidade do sono envolve uma combinação de hábitos adequados, ambiente propício e uso de produtos certificados. O INER reforça que negligenciar esses aspectos pode perpetuar o ciclo de sono insuficiente, com consequências acumulativas para a saúde e produtividade.
Desde 1984, o Instituto Nacional de Estudos do Repouso atua na padronização do mercado de colchões no Brasil, promovendo estudos científicos, tecnologia e capacitação do setor. Diante dos dados apresentados, o instituto enfatiza que o sono deve ser tratado como parte essencial da saúde e qualidade de vida, e não como um luxo.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



