Benedita Casé destaca capacitismo e avanços em aparelhos auditivos
No Conversa com Bial, atriz aborda deficiência auditiva e inclusão social
A participação de Benedita Casé no Conversa com Bial colocou em evidência um tema ainda cercado de preconceitos: o capacitismo. A atriz compartilhou sua experiência com a deficiência auditiva, mostrando que a perda de audição não foi um obstáculo para sua carreira, mesmo em uma profissão que exige ouvir, interpretar e se comunicar.
O programa também revelou que Pedro Bial, apresentador do programa, utiliza aparelhos auditivos, evidenciando que a perda auditiva pode afetar pessoas de diferentes idades e profissões. Essa constatação reforça a importância do acesso ao tratamento para preservar a qualidade de vida e o desempenho profissional.
Entendendo o capacitismo
Capacitismo é a discriminação baseada na deficiência, que pressupõe que pessoas com deficiência são menos capazes ou produtivas. Esse preconceito pode limitar oportunidades profissionais, relações sociais e até a busca por diagnóstico e tratamento adequados.
Segundo Gisele Munhoes dos Santos, fonoaudióloga e diretora de Marketing e Produtos Latam da WSA, “o capacitismo parte da ideia de que a deficiência define o potencial de uma pessoa. A tecnologia mostra justamente o contrário: quando existem recursos, acessibilidade e oportunidades, as pessoas podem desenvolver suas carreiras, construir relacionamentos e participar plenamente da vida em sociedade”.
Avanços tecnológicos nos aparelhos auditivos
Um relato marcante do programa foi o de Regina Casé, que contou que sua filha, usuária de aparelhos auditivos desde a infância, só conseguiu ouvir o canto de um pássaro por volta dos 30 anos, graças à evolução dos dispositivos.
“Mesmo usando aparelho desde pequena, ela só ouviu o barulho de um passarinho aos 30 anos, por causa da evolução dos aparelhos”, relatou Regina Casé durante o programa.
Essa história ilustra a transformação da tecnologia assistiva nas últimas décadas. Os aparelhos auditivos modernos vão além da amplificação sonora, incorporando recursos como inteligência artificial, conectividade com smartphones, redução automática de ruídos, reconhecimento de ambientes sonoros e maior naturalidade na compreensão da fala, mesmo em ambientes movimentados.
Essas inovações são fundamentais para facilitar a comunicação em situações cotidianas, como conversas em locais barulhentos, reuniões e interações familiares. A fonoaudióloga destaca que a perda auditiva não tratada pode afetar a comunicação, o desempenho profissional, a saúde mental e a qualidade de vida.
Informação e inclusão social
O debate promovido por Benedita Casé reforça que discutir deficiência auditiva é também abordar direitos, diversidade e acesso à inovação. Embora a tecnologia avance rapidamente, o desafio permanece em ampliar o acesso à informação, incentivar o diagnóstico precoce e combater o estigma que impede muitas pessoas de buscar tratamento.
Ao enfrentar o capacitismo, a sociedade reconhece que a deficiência não define limites absolutos, mas que as barreiras podem ser superadas com acessibilidade, acolhimento e inovação.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



