Câncer de cabeça e pescoço: 4 sinais de alerta

Feridas persistentes, rouquidão e caroços no pescoço estão entre os sintomas que pedem avaliação médica ou odontológica.

Uma ferida na boca que não cicatriza ou uma rouquidão que persiste pode parecer um incômodo passageiro, mas esses sintomas merecem atenção especial quando duram mais de duas semanas. Essa é a mensagem central da campanha Julho Verde, que mobiliza o país para a conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço.

O Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço é celebrado em 27 de julho. A data destaca tumores que acometem a boca, língua, laringe, faringe, tireoide, glândulas salivares e a pele do rosto e pescoço.

Sinais que não devem ser ignorados

Segundo a campanha, os principais sintomas que indicam a necessidade de avaliação médica ou odontológica são:

  • Feridas na boca que não cicatrizam em até duas semanas;
  • Rouquidão persistente;
  • Dor ou dificuldade para engolir;
  • Nódulos ou “caroços” no pescoço.

A presença desses sinais não confirma o diagnóstico de câncer, mas a persistência deve ser investigada por um profissional de saúde para evitar atrasos no diagnóstico.

Importância do diagnóstico precoce

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam que cerca de 80% dos casos no Brasil são diagnosticados em estágios avançados (III ou IV), o que dificulta o tratamento e reduz as chances de cura.

Quando identificado precocemente, o câncer de cabeça e pescoço tem chances de sobrevida e cura que podem chegar a 80%. Além disso, o diagnóstico em tempo adequado ajuda a preservar funções essenciais, como a fala e a deglutição.

Fatores de risco além do tabagismo

O tabagismo e o consumo excessivo de álcool continuam sendo os principais fatores de risco para esses tipos de câncer. No entanto, a infecção pelo papilomavírus humano (HPV) tem ganhado destaque, especialmente em pacientes mais jovens, devido à transmissão por meio do sexo oral sem preservativo.

Outro aspecto relevante é o câncer de pele não melanoma, que é o tipo mais prevalente em homens e mulheres no Brasil, afetando áreas como cabeça, couro cabeludo, face e pescoço. A principal causa é a exposição solar sem proteção adequada.

De acordo com a Dra. Lana Okada, cirurgiã de cabeça e pescoço do Hospital Nipo-Brasileiro, “muitas pessoas ignoram pequenos sinais por acharem que se trata de um incômodo passageiro, mas a persistência de sintomas por mais de duas semanas deve ser investigada imediatamente, pois o tempo é um fator crucial para o sucesso do tratamento e para a preservação das funções da fala e da deglutição”.

A campanha Julho Verde reforça a importância de observar o próprio corpo e buscar atendimento médico diante de alterações persistentes, contribuindo para a redução dos diagnósticos tardios no país.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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