38% dos brasileiros agendam consultas online; CFM atualiza regras de publicidade médica
Pesquisa da Doctoralia revela mudança no comportamento do paciente digital e impacto da nova resolução do CFM
O comportamento dos pacientes particulares no Brasil tem se transformado significativamente nos últimos anos. De acordo com o estudo Perfil do Paciente Digital 2026, realizado pela Doctoralia, maior plataforma de saúde do mundo e líder nacional em agendamento online, 38% dos brasileiros já agendam consultas diretamente pela internet, sem depender de indicações ou guias médicos tradicionais.
Além disso, 39% dos brasileiros recorrem inicialmente ao Google para esclarecer dúvidas sobre saúde. Em 2025, mais de 88 milhões de consultas foram marcadas por meios digitais no país, evidenciando a crescente digitalização do acesso à saúde.
O impacto da presença digital na escolha do médico
Com essa mudança, a presença digital do profissional de saúde tornou-se um fator decisivo para os pacientes, especialmente os que buscam atendimento particular de alto padrão. Informações claras sobre formação, especialidade, serviços oferecidos e experiência são fundamentais para a decisão.
O estudo também aponta que muitos pacientes acompanham conteúdos nas redes sociais e observam a rotina dos profissionais por meses antes de agendar uma consulta, comparando preços e avaliando a comunicação do médico.
Jovana Menezes, estrategista e diretora da agência Joya Med, destaca a diferença entre a competência técnica do médico e a percepção que ele transmite digitalmente. Segundo ela, “muitos médicos ainda têm receio de se posicionar no digital por associarem a internet ao excesso de exposição ou a futilidades. No entanto, o paciente premium busca clareza, acolhimento e profissionalismo antes de pisar no consultório. O posicionamento ético é a ponte entre a excelência clínica e a decisão do paciente”.
Novas regras para publicidade médica
Desde março de 2024, a Resolução CFM nº 2.336/2023 ampliou as possibilidades de comunicação para os médicos. Agora, é permitido divulgar preços de consultas, utilizar imagens educativas de “antes e depois” e compartilhar depoimentos de pacientes, desde que respeitados critérios de sobriedade, privacidade e a proibição de promessas de resultados.
Essa regulamentação busca diferenciar publicidade informativa de publicidade que promete resultados, com fiscalização realizada pela Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos (Codame).
Para Jovana Menezes, essa atualização representa uma profissionalização do setor: “A resolução do CFM não restringe a visibilidade do médico, ela profissionaliza a régua. Quem constrói posicionamento dentro dela sai na frente, porque comunica autoridade sem parecer promessa, e é exatamente isso que o paciente de alto padrão sabe reconhecer.”
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



