Vinho no inverno: consumo brasileiro bate recorde em 2025
Com pratos mais encorpados e maior procura por tintos, a estação abre espaço para escolhas variadas de vinho à mesa e em taça.
O inverno traz mudanças no cardápio, com pratos mais intensos e reconfortantes como massas, risotos, carnes, queijos e fondues, que influenciam diretamente a escolha dos vinhos. No Brasil, o consumo de vinho está em expansão, alcançando 4,4 milhões de hectolitros em 2025, um aumento de 41,9% em relação a 2024, conforme dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV).
Para bares e restaurantes, essa temporada representa uma oportunidade para diversificar a carta de vinhos, treinar a equipe e otimizar o estoque, indo além do simples reforço dos tintos. Segundo Diego Peres Ávila, da Bodegas Grupo Wine, o ideal é montar uma seleção equilibrada que inclua rótulos de boa saída, vinhos gastronômicos, opções para venda em taça e produtos que agreguem valor à experiência do cliente e ao ticket médio.
1. A taça como porta de entrada
De acordo com a Pesquisa Nacional de Conjuntura Econômica da Abrasel, 48% dos bares e restaurantes brasileiros já vendem vinho, e a taça é o segundo formato mais oferecido, presente em 65% dos estabelecimentos, atrás apenas da garrafa de 750 ml. O serviço por taça permite que os clientes experimentem diferentes estilos sem precisar comprar uma garrafa inteira, facilitando a descoberta de preferências.
2. Tintos versáteis e estruturados
Embora o inverno favoreça os vinhos tintos, uma carta focada apenas em rótulos muito potentes pode limitar as opções. Vinhos de médio corpo, macios e frutados agradam a um público mais amplo e harmonizam com diversos pratos. Exemplos incluem o Las Perdices Malbec, argentino de corpo médio e taninos suaves, e o Piccini Memoro Rosso, um blend italiano frutado e gastronômico.
Para elevar o ticket médio, vinhos mais estruturados, como o Tenuta Sant’Antonio D.O.C.G. Amarone della Valpolicella, com 24 meses em barricas de carvalho, são indicados para acompanhar pratos robustos e proporcionar uma experiência sofisticada.
3. Vinhos brancos também têm espaço
Vinhos brancos com mais textura, boa acidez e passagem por madeira são ótimas opções para o inverno, harmonizando bem com risotos, aves e peixes mais gordurosos. O Sibaris Gran Reserva D.O. Valle de Leyda Chardonnay, com nove meses em barricas de carvalho francês e bâtonnage, é um exemplo que oferece volume e cremosidade para pratos intensos.
4. Gestão de estoque e treinamento
Antes de reforçar o estoque, é importante analisar o histórico de vendas da operação, identificando quais rótulos tiveram melhor saída no inverno anterior e quais ficaram parados. Relatórios de entrada e saída ajudam a monitorar o giro e o Custo de Mercadoria Vendida (CMV), indicador que mostra quanto do faturamento é consumido pelo custo dos produtos vendidos.
A equipe de salão desempenha papel fundamental ao perceber as preferências e dúvidas dos clientes no momento do pedido. “Treinamentos constantes são essenciais para afinar o atendimento e contextualizar o produto, alinhando-o ao restaurante, ao menu e ao perfil dos clientes”, destaca Diego Peres Ávila.
Assim, uma carta de vinhos para o inverno deve combinar variedade, informação e sugestões que facilitem a escolha do cliente, proporcionando uma experiência gastronômica completa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



