Prato feito chega a R$ 31,90; Sul e Centro-Oeste têm os mais caros
Levantamento da FAC-SP aponta alta de 7,2% no ano e mostra impacto no orçamento das brasileiras
O custo do almoço fora de casa aumentou significativamente. Em junho de 2026, o preço médio nacional do prato feito, que inclui arroz, feijão, proteína, salada e guarnição, chegou a R$ 31,90, conforme o Índice Prato Feito (IPF) elaborado pelo Núcleo de Estudos Econômicos da Faculdade do Comércio (FAC-SP), mantida pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
Comparado a março, o preço subiu 5,4%, e em relação a janeiro, a alta acumulada foi de 7,2%, refletindo a pressão crescente do custo de vida sobre consumidores e empresários do setor de alimentação.
Impacto no orçamento mensal
Para quem almoça fora todos os dias úteis, o gasto mensal com o prato feito pode chegar a cerca de R$ 638, considerando 20 refeições por mês. Esse valor representa uma despesa significativa para muitas famílias, especialmente para trabalhadoras que dependem dessa refeição diária.
Diferenças regionais nos preços
O levantamento revela variações expressivas entre as regiões do país. O Sul apresentou o maior preço médio, enquanto o Norte teve o menor, conforme os valores médios de referência:
- Sul: R$ 34,90;
- Centro-Oeste: R$ 34,45;
- Sudeste: R$ 31,99;
- Nordeste: R$ 30,00;
- Norte: R$ 29,99.
A diferença entre o Sul e o Norte é de aproximadamente 16,4%. Fatores como custo dos imóveis comerciais, renda local, logística, mão de obra, concorrência e perfil de consumo influenciam essa disparidade.
Fatores que elevam o preço do prato feito
O preço do prato feito não depende apenas dos alimentos servidos. Ele incorpora também despesas operacionais como energia elétrica, água, gás, transporte, aluguel, salários, juros, tributos e margem dos estabelecimentos.
Segundo Rodrigo Simões Galvão, economista e coordenador do IPF, “o prato feito é a economia servida no prato. Nele estão o arroz, o feijão e a carne, mas também o aluguel do ponto comercial, a energia elétrica, o salário dos funcionários, o transporte, os tributos, o custo financeiro e a margem do empresário. Quando o prato feito sobe, não é apenas o alimento que ficou mais caro; é toda a estrutura econômica pressionando o preço final.”
Sobre o Índice Prato Feito
O levantamento do segundo trimestre de 2026 contou com 887 observações válidas, a maior base da série histórica até o momento. A FAC-SP destaca que o IPF é um índice complementar aos indicadores oficiais de inflação, como o IPCA, e tem como objetivo mostrar a variação de preços a partir de uma refeição presente no cotidiano da população, aproximando a inflação da experiência real do consumidor.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



