Maximalismo na moda destaca técnicas artesanais e formação profissional

Bordados, pedrarias, franjas e estampas ganham espaço, exigindo domínio técnico para peças autorais

O retorno do maximalismo na moda

Após um período marcado pelo minimalismo e pela estética discreta, a moda resgata o maximalismo, que se manifesta por meio de bordados, pedrarias, franjas, aplicações, sobreposições, texturas e combinações ousadas de estampas. Essa tendência não apenas traz um excesso de informação visual, mas também destaca o trabalho manual e o conhecimento técnico necessários para transformar essas referências em peças autorais e bem construídas.

Técnica e equilíbrio são essenciais

Para que uma peça maximalista funcione, é fundamental o domínio de materiais, proporções, modelagem, costura e acabamento. Elementos como bordados em diferentes dimensões, aplicações florais, pedrarias incorporadas a roupas do dia a dia, franjas com movimento e tecidos texturizados ampliam as possibilidades criativas, mas exigem planejamento cuidadoso para garantir equilíbrio, conforto e qualidade.

Elizângela Gomes, professora da Sigbol, uma das principais escolas de moda do Brasil, ressalta que “o maximalismo chama atenção pela riqueza de elementos, mas uma peça só funciona quando existe equilíbrio e conhecimento técnico. Um bordado bem executado, uma aplicação de pedrarias, uma franja com bom caimento ou uma combinação de estampas exigem planejamento, domínio dos materiais e cuidado com o acabamento.”

Identidade e criação autoral

O retorno do maximalismo acompanha uma mudança no comportamento do consumidor, que busca roupas menos óbvias e mais conectadas com sua identidade pessoal. Isso valoriza a criação autoral e abre espaço para profissionais que sabem adaptar tendências, selecionar elementos adequados e construir peças com qualidade, intenção e personalidade.

Para quem atua na produção independente, customização, ajustes, desenvolvimento de coleções ou marcas próprias, o domínio de técnicas como corte e costura, modelagem e costura industrial é fundamental para transformar referências em peças exclusivas e comercialmente interessantes.

Formação profissional e tradição

Fundada em 1969, a Sigbol está próxima de completar 57 anos de atuação e oferece atualmente 100 cursos que abrangem corte e costura, modelagem, costura industrial e técnicas de criação e confecção. Ao longo de sua trajetória, a instituição já formou mais de 500 mil alunos, consolidando-se como referência na preparação de profissionais para a indústria da moda, empreendedorismo e criação de marcas próprias.

Segundo Elizângela Gomes, “a tendência pode mudar, mas a técnica permanece. Quem conhece a construção da roupa consegue interpretar tanto o minimalismo quanto o maximalismo e transformar referências em peças possíveis, bem executadas e comercialmente interessantes.”

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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