Suplementação na maternidade: o que muda em cada fase

Do planejamento da gravidez à amamentação, necessidades nutricionais variam e exigem avaliação individualizada, segundo especialista.

A suplementação nutricional é uma aliada importante para a saúde feminina antes, durante e após a gestação, mas deve ser sempre individualizada. A médica pediatra especialista em nutrição materno-infantil e suplementação personalizada, Dra. Aline Novato, ressalta que o acompanhamento nutricional ideal começa no planejamento da gravidez e se estende até o período de amamentação.

Antes da gravidez

O período pré-concepcional é fundamental, pois o desenvolvimento do bebê inicia-se nas primeiras semanas da gestação, muitas vezes antes da mulher saber que está grávida. Nutrientes como ácido fólico (ou metilfolato), ferro, vitamina D, ômega-3, colina, iodo e zinco são essenciais para o desenvolvimento neurológico, imunidade, formação dos órgãos e equilíbrio hormonal da mãe.

Dra. Aline destaca: “O tubo neural do bebê se forma logo nas primeiras semanas da gestação, muitas vezes antes mesmo da mulher descobrir que está grávida. Por isso, o ácido fólico é tão recomendado ainda no período de pré-concepção.”

Para mulheres acima de 35 anos, a atenção deve ser ainda maior, com foco em nutrientes que influenciam a qualidade dos óvulos, metabolismo, inflamação e equilíbrio hormonal, como coenzima Q10, magnésio, resveratrol e ômega-3.

Durante a gestação

As necessidades nutricionais variam conforme o trimestre da gravidez. No primeiro trimestre, ácido fólico, vitamina D e ômega-3 são prioritários. No segundo, ferro, proteínas e cálcio ganham importância devido ao crescimento fetal. No terceiro trimestre, o foco está no desenvolvimento cerebral do bebê, fortalecimento das reservas nutricionais da mãe e preparação para o parto e amamentação.

Além disso, a suplementação adequada pode ajudar a prevenir complicações comuns, como anemia e alterações na pressão arterial, com nutrientes como ferro, magnésio, cálcio, vitamina D e ômega-3.

Dra. Aline reforça que “cada gestante possui necessidades únicas. Exames, rotina, alimentação e histórico clínico fazem toda diferença na escolha dos nutrientes ideais”.

Pós-parto e amamentação

Após o nascimento, o corpo da mulher continua sob grande demanda, especialmente durante a amamentação. Nutrientes como ferro, magnésio, vitamina D, ômega-3, zinco e vitaminas do complexo B permanecem essenciais.

Deficiências nutricionais podem estar associadas a sintomas comuns do pós-parto, como queda de cabelo, cansaço excessivo, alterações emocionais e recuperação mais lenta. Biotina, proteínas e vitaminas do complexo B podem auxiliar nesse período, sempre com acompanhamento profissional.

Durante a amamentação, o ômega-3 é especialmente importante, pois é transferido para o bebê pelo leite materno, contribuindo para o desenvolvimento cerebral e neurológico infantil. Uma alimentação equilibrada e o acompanhamento nutricional personalizado são fundamentais para garantir a saúde da mãe e do bebê, sem substituir a avaliação médica.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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