Por que a cirurgia ainda é essencial contra o câncer
No Dia do Cirurgião Oncológico, entenda como a cirurgia participa do diagnóstico, tratamento e controle de diferentes tipos de câncer
Em meio ao avanço da imunoterapia, das terapias-alvo e da medicina de precisão, a cirurgia continua ocupando um lugar central no tratamento do câncer. No Brasil, cerca de 700 mil novos casos são diagnosticados por ano, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), e aproximadamente 90% dos pacientes passam por algum tipo de procedimento cirúrgico ao longo da jornada da doença, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica.
A data de 17 de julho, quando é celebrado o Dia do Cirurgião Oncológico, ajuda a destacar uma especialidade que participa de decisões importantes desde a investigação do tumor até o acompanhamento do tratamento.
Quando a cirurgia é indicada?
A cirurgia oncológica não tem uma única finalidade. Dependendo do tipo de câncer, da localização do tumor e da extensão da doença, ela pode ser utilizada para:
- contribuir para o diagnóstico, por meio de biópsias;
- identificar a extensão do câncer, em uma etapa chamada estadiamento;
- remover tumores com intenção curativa;
- tratar complicações provocadas pela doença;
- aliviar sintomas e preservar a qualidade de vida.
Em muitos tumores sólidos descobertos precocemente, o procedimento ainda representa a principal oportunidade de cura. Isso não significa, porém, que a cirurgia seja sempre o único tratamento. Em muitos casos, ela é combinada à quimioterapia, à radioterapia, à imunoterapia ou a outras estratégias definidas pela equipe médica.
O papel do cirurgião oncológico
O cirurgião oncológico tem uma função diferente da desempenhada pelo oncologista clínico. Enquanto o oncologista clínico acompanha tratamentos sistêmicos, como quimioterapia, imunoterapia e terapias-alvo, o cirurgião atua diretamente no manejo dos tumores por meio de procedimentos cirúrgicos.
Sua atuação não se limita ao centro cirúrgico. Esse profissional precisa avaliar o comportamento do tumor, entender as possibilidades e limitações de cada tratamento e participar do planejamento do cuidado em conjunto com oncologistas, radioterapeutas, radiologistas, patologistas, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e equipes de enfermagem.
Procedimentos mais precisos e individualizados
Nas últimas décadas, o conhecimento sobre os tumores e a evolução da tecnologia transformaram a cirurgia oncológica. Em muitos casos, técnicas mais conservadoras passaram a substituir abordagens agressivas, preservando estruturas e reduzindo possíveis sequelas sem comprometer o objetivo do tratamento.
Exames de imagem mais precisos, testes diagnósticos avançados, videolaparoscopia e cirurgia robótica também ampliaram a capacidade de planejamento e a precisão das intervenções. Com isso, o cuidado pode ser cada vez mais individualizado, considerando as características da doença e as necessidades de cada paciente.
Mesmo com a chegada de novas terapias e o uso crescente de recursos como a inteligência artificial, a cirurgia permanece integrada às principais estratégias da oncologia. O acompanhamento por uma equipe especializada e multidisciplinar é fundamental para definir o caminho mais adequado em cada caso.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



