Mulheres são maioria dos eleitores, mas minoria na política

Maria Inês Vasconcelos analisa avanços e desafios da representatividade feminina no Brasil

As mulheres constituem a maioria do eleitorado brasileiro, representando aproximadamente 53% dos eleitores, mas continuam sub-representadas nos cargos políticos. Conforme análise da advogada e escritora Maria Inês Vasconcelos, em 2026, elas ocupam apenas 18% das vagas no Congresso Nacional, posicionando o Brasil na 139ª colocação mundial em termos de representatividade feminina.

Essa disparidade evidencia que, embora as mulheres sejam maioria nas urnas, sua presença nos espaços decisórios ainda é limitada. Com as eleições se aproximando, o debate sobre a participação feminina na política ganha destaque, ressaltando a importância de sua atuação não apenas como eleitoras, mas também como protagonistas na formulação de políticas públicas que impactam áreas como saúde, educação, trabalho e segurança.

Conquista histórica do voto feminino

O direito ao voto para as mulheres brasileiras foi conquistado em 1932, após longos anos de exclusão da vida política. Antes disso, elas não podiam votar nem ser eleitas, o que restringia sua influência direta nas decisões nacionais. Essa conquista foi fruto de décadas de mobilização e militância de mulheres que lutaram pela participação política e pelos direitos civis.

Para Maria Inês Vasconcelos, o direito de escolher representantes é uma das expressões mais significativas da liberdade e da democracia, simbolizando a ampliação da voz feminina na sociedade.

Cotas de candidaturas e seus limites

O artigo destaca a legislação vigente, especialmente o artigo 10, § 3º, da Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições), que determina que partidos e federações devem preencher entre 30% e 70% das candidaturas proporcionais com pessoas de cada sexo. Essa regra estabelece uma cota mínima de 30% para candidaturas femininas.

No entanto, essa cota refere-se apenas à quantidade de candidatas lançadas, não garantindo a eleição proporcional de mulheres. Assim, um partido pode cumprir a cota mínima de candidaturas femininas e ainda eleger poucas mulheres, mantendo a sub-representação nos cargos legislativos.

Desafios para a representatividade feminina

Apesar de serem maioria no eleitorado, as mulheres enfrentam barreiras para ocupar espaços de poder. O Brasil permanece em posição baixa no ranking global de representatividade feminina, refletindo a distância entre a participação nas urnas e a efetiva presença nos parlamentos.

O fortalecimento da democracia passa pela ampliação da voz feminina nas decisões políticas, o que requer não apenas a garantia de candidaturas, mas também a promoção de condições que favoreçam a eleição e a atuação das mulheres nos espaços de poder.

As conquistas históricas são motivo de celebração, mas o desafio atual é transformar a presença feminina de um dado estatístico para um critério decisivo na política brasileira.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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