Avon testa Protinol em pele bioimpressa na menopausa
Tecnologia foi avaliada em tecido que simula alterações do climatério; empresa também participa de pesquisa nacional sobre saúde feminina.
A menopausa pode trazer mudanças visíveis para a pele, como perda de firmeza, elasticidade e hidratação. Para investigar esse processo, a Avon anunciou resultados de testes com o Protinol, tecnologia exclusiva da marca, em uma pele bioimpressa desenvolvida para simular os efeitos do climatério e da menopausa.
Segundo a empresa, após cinco dias de uso no tecido bioimpresso, o ingrediente atuou sobre alterações relacionadas à queda hormonal e estimulou mecanismos ligados à recuperação da pele. O teste, no entanto, foi realizado em laboratório, em tecido bioimpresso — não se trata de um estudo clínico com mulheres.
Como o Protinol age, segundo a Avon
O Protinol é descrito pela Avon como uma tecnologia voltada ao estímulo dos colágenos 1 e 3 e à ativação dos fibroblastos, células envolvidas na estrutura e na sustentação da pele. A proposta é favorecer a recuperação de características que podem ser afetadas durante o climatério.
De acordo com os resultados divulgados pela marca, a tecnologia também favorece a produção de elastina, proteína associada à elasticidade, e inibe enzimas relacionadas à degradação do colágeno. Outro efeito apontado é o estímulo à produção natural de ácido hialurônico, contribuindo para hidratação, densidade e retenção de água.
Na prática, esses mecanismos estão relacionados a preocupações comuns dessa fase, como sensação de ressecamento, perda de viço e redução da firmeza. Ainda assim, os resultados divulgados não permitem afirmar que o ingrediente terá o mesmo efeito em todas as pessoas ou que substitui cuidados dermatológicos individualizados.
Pesquisa brasileira vai acompanhar mais de 1,5 mil mulheres
Além dos testes em laboratório, a Natura, empresa que detém a Avon, iniciou em 2026 uma pesquisa observacional em parceria com o Instituto Science Valley. O estudo pretende envolver mais de 1,5 mil participantes nas 27 capitais brasileiras, com conclusão prevista para 2027.
Segundo as informações divulgadas, a pesquisa vai observar a relação entre o declínio hormonal e aspectos como a integridade da barreira cutânea e a saúde mental. A expectativa é que os dados ajudem a produzir evidências de mundo real para subsidiar a atualização de protocolos de cuidado no Sistema Único de Saúde (SUS).
O estudo também poderá contribuir para discussões sobre as Diretrizes Nacionais de Atenção à Mulher no Climatério. A iniciativa amplia o olhar sobre a menopausa: além dos sintomas mais conhecidos, a fase envolve transformações que podem afetar a pele, o bem-estar e a saúde integral.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



