Mulheres com deficiência seguem sub-representadas no mercado formal
Evento em São Paulo debate inclusão, liderança e protagonismo feminino no trabalho
Mulheres com deficiência continuam enfrentando desafios significativos para sua inclusão no mercado de trabalho formal brasileiro. Embora as mulheres representem aproximadamente 44% dos empregos formais no país, elas correspondem a apenas 38% das pessoas com deficiência empregadas formalmente, segundo dados apresentados no evento que marca os 35 anos da Lei de Cotas.
O encontro “35 anos da Lei de Cotas – Trabalho: um direito de todas as pessoas” será realizado em 24 de julho, no Instituto Presbiteriano Mackenzie, em Higienópolis, São Paulo. O tema central deste ano é “Mulheres com deficiência: inclusão, liderança e protagonismo”.
Debate sobre inclusão, permanência e liderança
O evento reunirá representantes do poder público, empresas, especialistas e entidades da sociedade civil para discutir os avanços e os desafios da principal política pública de inclusão profissional do país. A discussão vai além da ampliação das contratações, abordando também a permanência, o crescimento na carreira e o acesso a posições de liderança para mulheres com deficiência.
Segundo o Censo Demográfico de 2022, divulgado pelo IBGE, o Brasil possui 14,4 milhões de pessoas com deficiência, o que corresponde a 7,3% da população com dois anos ou mais. Entre os tipos de deficiência, a visual é a mais comum, seguida pelas deficiências físicas ou motoras, auditivas e intelectuais ou limitações cognitivas.
Lei de Cotas: avanços e desafios
A Lei nº 8.213, de 1991, conhecida como Lei de Cotas, determina que empresas com 100 ou mais empregados reservem entre 2% e 5% das vagas para pessoas com deficiência ou beneficiários reabilitados da Previdência Social. Apesar disso, pouco mais da metade dessas vagas está preenchida.
José Carlos do Carmo, conhecido como Kal, coordenador da Câmara Paulista para a Inclusão da Pessoa com Deficiência, destaca que a Lei de Cotas permanece como a principal ferramenta para o acesso ao emprego formal por pessoas com deficiência. Ele ressalta que o principal obstáculo não é a falta de profissionais qualificados, mas o preconceito e o capacitismo, que limitam as oportunidades.
O evento também abordará a prática da pejotização, que pode reduzir a base de cálculo para definir o número de vagas destinadas às pessoas com deficiência, diminuindo as oportunidades de inserção profissional. Esse tema está presente na Carta em Comemoração aos 35 anos da Lei de Cotas, que será lida durante o encontro.
Além dos dados e políticas, a discussão propõe uma reflexão sobre como transformar a inclusão em uma presença efetiva, garantindo crescimento, reconhecimento e liderança para mulheres com deficiência no mercado de trabalho.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



