Medicamentos refrigerados: cuidados nas compras online
Vendas digitais de farmácias crescem, mas transporte e armazenamento de itens sensíveis ainda geram dúvidas
O comércio eletrônico de farmácias tem crescido rapidamente, com as vendas virtuais alcançando mais de R$ 20 bilhões entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, um aumento de 54,8% segundo a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma). Nesse período, 150 milhões de clientes foram atendidos digitalmente, o que representa uma média de 12,6 milhões por mês.
Apesar do avanço, o setor enfrenta desafios logísticos importantes, especialmente no transporte e armazenamento de medicamentos sensíveis à temperatura, como insulinas, canetas emagrecedoras e anéis vaginais hormonais. Esses produtos exigem refrigeração constante desde a fábrica até a entrega ao consumidor, mas essa cadeia muitas vezes se perde no último trecho da entrega.
Cuidados essenciais com medicamentos refrigerados
A insulina, por exemplo, deve ser mantida em uma faixa térmica específica antes do primeiro uso e, mesmo após aberta, não pode ser exposta ao calor ou à luz solar direta. Já o anel vaginal hormonal precisa ser conservado na geladeira até o momento da utilização. No entanto, muitas vezes o consumidor não recebe orientações claras sobre o armazenamento adequado ao receber o produto, especialmente nas compras online.
Além disso, alguns acessórios, como agulhas para aplicação, podem não estar incluídos na compra e precisam ser adquiridos separadamente. A orientação correta sobre armazenamento e uso deve ser consultada na bula e com profissionais de saúde ou farmacêuticos.
Desafios na última milha da entrega
O modelo de retirada em loja, conhecido como “clique e retire”, também traz desafios, pois após o consumidor buscar o medicamento na farmácia, o trajeto até a casa não está sob controle da empresa, o que pode comprometer a conservação do produto.
Ricardo Canteras, diretor Comercial e de Operações da Temp Log, empresa especializada no transporte de produtos de medicina estética, destaca que “o processo digital exige rapidez, mas os insumos sensíveis à temperatura não toleram improvisos, a última milha é onde mais ocorrem falhas e é exatamente onde o impacto chega direto ao paciente”.
Ele também ressalta a distância entre as orientações da bula e o conhecimento do consumidor: “Quando esse produto é ofertado virtualmente e chega sem nenhuma instrução de armazenamento, o risco começa bem antes do uso”.
O varejo farmacêutico brasileiro movimentou R$ 274,45 bilhões nos 12 meses encerrados em maio de 2026, um aumento de 14% em relação ao ano anterior, segundo a Close-Up International. Com a expansão dos canais digitais, é fundamental que os consumidores verifiquem as condições da embalagem ao receber medicamentos refrigerados e busquem orientação em caso de dúvidas para garantir a segurança do tratamento.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



