Destinos de arquitetura para aproveitar as férias
Roma, Paris, Barcelona e cidades brasileiras aparecem como roteiros para ampliar o olhar sobre urbanismo, patrimônio e vida urbana.
As férias podem render mais do que fotos bonitas: para quem gosta de arquitetura, elas viram uma chance de observar como as cidades funcionam, como as pessoas ocupam os espaços e como o patrimônio conversa com a vida cotidiana. A dica, segundo o coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Belas Artes, Sergio Lessa, é escolher roteiros que unam história, urbanismo, paisagem, mobilidade, arte e sustentabilidade.
Cidades que ajudam a ampliar o repertório
Entre os destinos internacionais, Roma aparece como uma das referências mais ricas para quem quer perceber diferentes períodos históricos convivendo no mesmo lugar. A cidade preserva ruínas da Antiguidade, edifícios renascentistas e intervenções urbanas contemporâneas, o que permite acompanhar a evolução da arquitetura ao longo dos séculos.
Paris também entra na lista por seu planejamento urbano e pela presença marcante do Plano Haussmann, que ajudou a moldar a cidade com grandes avenidas e espaços públicos amplos. Além da vida cultural intensa, as mudanças recentes nas margens do Rio Sena, impulsionadas pelos Jogos Olímpicos, reforçam a pauta da sustentabilidade e da requalificação urbana.
Já Barcelona é lembrada pela combinação de urbanismo, design e arquitetura autoral. O Plano Cerdà, responsável pela expansão organizada da cidade, e as obras de Antoni Gaudí fazem do destino uma aula a céu aberto. As intervenções dos Jogos Olímpicos de 1992 também marcaram a relação da cidade com os espaços públicos.
Outros destinos que valem a viagem
Além dessas capitais, Sergio Lessa cita Copenhague, Rotterdam, Tóquio, Medellín, Cidade do México, Nova York, Chicago e Berlim como cidades que oferecem experiências ligadas à inovação, sustentabilidade, intervenções urbanas, patrimônio histórico e qualidade dos espaços públicos.
No Brasil, ele destaca quatro cidades essenciais para ampliar o repertório de estudantes e apaixonados por arquitetura: São Paulo, pela diversidade arquitetônica e cultural; Brasília, referência internacional em urbanismo moderno; Rio de Janeiro, pela integração entre arquitetura e paisagem; e Curitiba, conhecida pelas soluções urbanísticas e pelo planejamento urbano.
Como montar um roteiro arquitetônico
Para quem quer viajar com esse foco, a recomendação é ir além dos edifícios mais famosos. A arquitetura também está nas ruas, nos bairros, nas praças, nos parques, nos mercados, no transporte público e na maneira como a população usa a cidade no dia a dia.
Vale pesquisar antes, definir o que mais interessa — patrimônio histórico, paisagismo, habitação, tecnologia, sustentabilidade ou arquitetura contemporânea — e organizar a logística para conseguir circular com calma. Usar transporte público e caminhar por áreas fora do circuito turístico pode render uma leitura mais completa da cidade.
Registrar a experiência também ajuda: fotografias, desenhos e anotações funcionam como memória visual e crítica ao longo da formação. Como resume Lessa, a melhor viagem é aquela que transforma o olhar.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



