Saúde masculina: queixas revelam riscos maiores
No Dia do Homem, especialistas alertam que disfunção erétil, obesidade e dúvidas sobre hormônios podem sinalizar diabetes, hipertensão e outros problemas.
No Dia do Homem, celebrado em 15 de julho, um alerta ganha força: muitos homens ainda procuram atendimento médico tarde demais, quando os sintomas já afetam a rotina. Embora a busca por consultas tenha crescido, especialistas reforçam que isso ainda não é suficiente para reduzir doenças evitáveis e mortes precoces.
Queixas comuns podem esconder outros problemas
Entre os motivos que mais levam os homens ao consultório estão disfunção erétil, dúvidas sobre reposição hormonal, queda da libido e dificuldades relacionadas ao desempenho sexual. O ponto de atenção é que essas queixas nem sempre aparecem sozinhas: em muitos casos, funcionam como um sinal de alerta para outras condições de saúde.
Segundo o urologista e especialista em saúde masculina Dr. Ruimário Coelho, a investigação pode revelar obesidade, hipertensão, diabetes e colesterol elevado. Em alguns casos, também há encaminhamento para outras especialidades, incluindo saúde mental. A mensagem é clara: tratar apenas o sintoma não basta quando há um quadro mais amplo por trás.
Ainda há distância do cuidado ideal
Dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) indicam que a procura masculina por consultas médicas cresceu 49,96% nos últimos anos. Mesmo assim, o cenário continua preocupante. De acordo com o IBGE, os homens vivem, em média, sete anos menos que as mulheres no Brasil.
Para o especialista, esse comportamento ainda mostra resistência em transformar o cuidado com a saúde em hábito. “Percebemos uma mudança importante. Hoje existe uma geração mais preocupada com qualidade de vida, bem-estar e envelhecimento saudável. Isso fez aumentar a procura por avaliações de saúde e acompanhamento médico. Mas ainda estamos longe do ideal. Muitos homens só procuram ajuda quando o problema já interfere na rotina ou na qualidade de vida”, afirma.
Prevenção como ponto de partida
O recado principal é que prevenção continua sendo o melhor caminho. Quanto antes o homem incluir exames, acompanhamento e orientações médicas na rotina, maiores são as chances de identificar doenças no início e iniciar o tratamento no momento certo.
Além de melhorar a saúde física, esse cuidado pode impactar energia, desempenho sexual, bem-estar emocional e qualidade de vida ao longo dos anos. Em vez de esperar o sintoma apertar, a recomendação é encarar a consulta como parte da rotina de autocuidado.
Num contexto em que a expectativa de vida masculina ainda é menor no país, falar sobre saúde do homem vai muito além da urologia: é uma conversa sobre prevenção, diagnóstico precoce e envelhecimento com mais qualidade.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



