Jay Boggo destaca design brasileiro em Paris com Banco Cacau
Artista apresenta quatro criações inéditas na La Samaritaine, incluindo peça em mármore produzida pela Maqstone
O design brasileiro ganha destaque internacional com a participação do artista e designer Jay Boggo na exposição Brésil à La Samaritaine – Bold Summer Edition, que fica em cartaz até 26 de agosto na La Samaritaine, em Paris. Jay apresenta quatro criações inéditas que transitam entre moda, arte e design, com destaque para o Banco Cacau, uma peça esculpida em mármore Pegasus e produzida pela empresa brasileira Maqstone.
Moda, arte e design integrados
O trabalho de Jay Boggo rompe as fronteiras tradicionais entre roupas, acessórios, mobiliário e esculturas, tratando essas categorias como extensões de uma mesma pesquisa sobre forma, matéria, corpo e função. Sua nova fase é guiada pelo manifesto “Subverta limites”, que expressa o desejo de cruzar as fronteiras entre moda, arte e design.
Na exposição parisiense, Jay apresenta quatro criações recentes: o Banco Cacau, a Bolsa Cacau, o tabi-mule e um look completo criado especialmente para o evento. Todas as peças dialogam com a narrativa do cacau, que para o artista simboliza memória, matéria e identidade cultural brasileira.
Banco Cacau: símbolo de riqueza natural e cultural
O Banco Cacau é uma das peças mais emblemáticas da trajetória de Jay Boggo no design. Produzido pela Maqstone, empresa especializada na extração, curadoria e transformação de pedras naturais brasileiras, o banco foi esculpido em mármore Pegasus, evidenciando a precisão técnica necessária para traduzir as formas orgânicas concebidas pelo artista.
A peça ressignifica o cacau como símbolo de riqueza natural e cultural do Brasil, apresentando uma leitura sofisticada e atemporal que reforça o diálogo entre natureza, permanência e objeto.
Do mobiliário ao corpo
A Bolsa Cacau surge como um desdobramento direto desse universo, levando a pesquisa para o corpo. Inspirada no Banco Cacau, a bolsa transforma forma, memória e brasilidade em um objeto que transita entre design, escultura e moda.
O tabi-mule, por sua vez, é uma releitura pessoal de uma forma tradicionalmente associada à cultura japonesa, aproximando essa referência do repertório de Jay, marcado pelo interesse em quimonos, pintura, gesto, forma e materialidade. O look completo criado para a La Samaritaine também se conecta à história do cacau, ampliando a pesquisa para o vestir.
Projeto que reforça a criatividade brasileira
A participação de Jay Boggo na La Samaritaine destaca um tipo de criação que valoriza a integração de linguagens e amplia o significado dos objetos. Em seu trabalho, uma roupa pode ser um objeto, uma bolsa pode carregar memória e uma peça de design pode ter corpo.
Essa abordagem ganha visibilidade internacional na exposição em Paris, projetando o design brasileiro em um cenário global sem perder a conexão com a matéria, a identidade cultural e a pesquisa autoral.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



