Incontinência urinária: mitos, sinais e tratamento

Especialista explica por que perder urina não é normal e como hábitos, fisioterapia e avaliação médica podem ajudar

Perder urina ao tossir, espirrar, rir ou sentir uma vontade súbita de ir ao banheiro não é algo que precise ser aceito em silêncio. A incontinência urinária, definida como a perda involuntária de urina, pode afetar a rotina, a autoestima, a vida social, a prática de exercícios e até a sexualidade das mulheres.

O alerta faz sentido porque muitas mulheres ainda demoram a procurar ajuda por acreditarem que o problema é “normal” depois da gravidez, com o avanço da idade ou na menopausa. Segundo o uroginecologista Dr. Carlos Del Roy, do Hospital e Maternidade Santa Joana, comum não é sinônimo de inevitável.

Quando vale acender o sinal de alerta

Há diferentes tipos de incontinência urinária. A de esforço costuma aparecer em situações que aumentam a pressão abdominal, como tossir, espirrar, rir, carregar peso ou praticar atividade física. Já a de urgência está ligada à vontade repentina e difícil de controlar de urinar. Em alguns casos, os dois quadros podem acontecer ao mesmo tempo.

O ponto de atenção é que o impacto não é apenas físico. O especialista destaca que deixar de sair de casa, evitar roupas claras, reduzir a ingestão de água ou abandonar atividades por medo de escapar urina já mostra prejuízo importante na qualidade de vida.

6 mitos e verdades sobre o problema

1. “Perder urina depois da gravidez é normal” — mito. A gestação e o parto podem aumentar o risco de alterações no assoalho pélvico, mas a perda urinária deve ser investigada.

2. “Só acontece em mulheres mais velhas” — mito. Mulheres jovens também podem ter o problema, especialmente por fatores como gestação, parto, obesidade, constipação, tosse crônica, exercícios de alto impacto e histórico familiar.

3. “Segurar a urina por muito tempo pode piorar” — verdade. Adiar repetidamente a ida ao banheiro pode atrapalhar a percepção dos sinais da bexiga.

4. “Exercícios para o assoalho pélvico ajudam” — verdade. O treino dessa musculatura pode ser importante, mas precisa de orientação adequada.

5. “Beber pouca água melhora” — mito. Reduzir demais os líquidos pode irritar a bexiga e aumentar o risco de infecções urinárias.

6. “Incontinência urinária tem tratamento” — verdade. As opções variam conforme o tipo e a intensidade dos sintomas.

Tratamento existe — e é individualizado

O cuidado pode incluir mudanças comportamentais, reeducação vesical, fisioterapia pélvica, medicamentos e, em situações específicas, procedimentos ou cirurgia. Para o médico, o mais importante é não normalizar o sintoma nem conviver com ele em silêncio.

Quebrar o tabu também faz parte do tratamento. Quando a mulher entende que há investigação e cuidado possíveis, fica mais fácil buscar ajuda e recuperar segurança no dia a dia.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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