Frio pede atenção: cuidados com pets no inverno

Veterinária orienta como proteger cães, gatos e outros animais das baixas temperaturas, evitando frio, doenças e desconforto.

Quando a temperatura cai, os cuidados com os pets precisam mudar junto. Cães, gatos e outros animais de estimação sentem frio e podem ficar mais vulneráveis a problemas respiratórios, dores articulares e desconfortos típicos do inverno.

A orientação é da médica veterinária Mariane Cynara da Silva, da Clínica Veterinária do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), que chama atenção especialmente para filhotes, idosos, animais de pequeno porte e bichinhos de pelagem curta. Segundo ela, esses grupos são os mais sensíveis ao clima gelado.

Ambiente aquecido faz diferença

O primeiro passo é cuidar do local onde o animal dorme. A caminha deve ficar protegida do vento, da chuva e da umidade. Também vale evitar contato direto com o piso frio, usando tapetes grossos, paletes ou estrados por baixo.

Para quem vive no quintal, a casinha precisa ser coberta e protegida de vento encanado. Em noites de frio mais intenso, o ideal é recolher o pet para uma área interna. Roupinhas e cobertores podem ajudar, desde que sejam confortáveis, limpos e não atrapalhem os movimentos do animal.

Banho, tosa e passeios pedem adaptação

No inverno, banhos devem ser menos frequentes e sempre feitos com água morna, em local fechado e com secagem completa dos pelos. A veterinária também recomenda evitar tosas muito curtas, já que a pelagem funciona como isolante térmico natural. Quando necessário, a tosa higiênica é a opção mais indicada.

Os passeios não precisam parar, mas podem ser feitos nos horários mais quentes do dia, de preferência à tarde. Isso ajuda a evitar o sereno e o frio do início da manhã e da noite.

Sinais de alerta merecem atenção

Mariane alerta que tremores contínuos, isolamento, apatia, postura encolhida e sonolência excessiva podem indicar que o pet está sofrendo com o frio. Em casos mais graves, esses sinais podem apontar hipotermia e exigem atendimento veterinário.

O inverno também favorece doenças respiratórias, como a Gripe Canina, conhecida como Tosse dos Canis, e o Complexo Respiratório Felino, que inclui a rinotraqueíte. A melhor forma de prevenção é manter a vacinação anual em dia.

Os cuidados se estendem à hidratação, que costuma cair nessa época. Espalhar mais potes de água pela casa, trocar o líquido com frequência e oferecer sachês aos gatos são medidas simples que ajudam. Já no caso dos pets que vivem dentro de casa, não há necessidade de aumentar a ração apenas por causa do frio, para evitar ganho de peso.

O alerta vale ainda para coelhos, hamsters, aves, peixes e répteis. Cada espécie tem uma exigência específica: longe de correntes de ar, com aquecedor no aquário ou com luz artificial para regulação térmica, no caso dos répteis.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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