Marcas próprias ganham força no varejo farmacêutico
Mais de 40% das famílias já consomem marcas próprias no Brasil, e redes de farmácias ampliam apostas em linhas exclusivas e private label.
As marcas próprias deixaram de ser apenas uma opção mais barata no carrinho de compras. No varejo farmacêutico, elas passaram a ocupar um papel estratégico para as redes, ajudando a ampliar margens, fidelizar clientes e diferenciar ofertas em um mercado cada vez mais competitivo.
Segundo dados da Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização (ABMAPRO), mais de 40% das famílias brasileiras já consomem produtos de marcas próprias no dia a dia. O avanço acompanha uma mudança no comportamento de compra: um estudo da EY mostra que 83% dos brasileiros alteraram seus hábitos diante da alta dos preços, e 66% afirmam que essas marcas ajudam a economizar, um aumento de sete pontos percentuais em relação ao levantamento anterior.
Private label ganha espaço nas farmácias
Esse movimento também vem impulsionando a demanda por fabricantes especializados. É o caso da Sanfarma, empresa focada em produtos para primeiros socorros, higiene e cuidados pessoais, que registrou crescimento na procura por projetos de private label — modelo em que a indústria fabrica itens para outras marcas.
Hoje, essa operação representa cerca de 35% do faturamento da companhia e deve chegar a 50% nos próximos anos, segundo a empresa. Para Luciano Biagi, fundador e CEO da Sanfarma, o modelo responde a duas pressões do varejo: margem e fidelização.
“Esse modelo de negócio possui uma relevância estratégica porque responde diretamente a duas pressões do mercado varejista: margem e fidelização. A indústria passa a ser menos uma fornecedora de produto e mais uma parceira de execução”, explica Biagi.
Indústria aposta em capacidade e inovação
Para acompanhar a expansão do mercado, a Sanfarma investiu R$ 4 milhões em uma nova unidade fabril em Americana (SP). A planta tem dois mil metros quadrados, operação automatizada e capacidade para produzir até cinco milhões de toalhas umedecidas por ano, com linhas voltadas a diferentes públicos, do infantil ao geriátrico.
Além do private label, a empresa também ampliou o portfólio próprio. Hoje, reúne mais de 80 produtos nas categorias de primeiros socorros, higiene e cuidados pessoais, além de linhas licenciadas inspiradas em franquias como Bob Esponja, Disney, Amigos, Turma da Mônica e Emily in Paris.
Na avaliação de Biagi, a consolidação das marcas próprias representa uma mudança estrutural no varejo farmacêutico. Se antes eram vistas só como alternativa de menor custo, agora fazem parte da estratégia de crescimento das redes e exigem da indústria qualidade, segurança, inovação e capacidade produtiva.
Para as consumidoras, esse cenário ajuda a explicar por que as marcas próprias aparecem cada vez mais nas prateleiras das farmácias: elas combinam preço, conveniência e, cada vez mais, confiança.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



