Férias desafiam tratamento de crianças e adolescentes com TDAH
Mudanças na rotina e aumento do tempo de telas podem intensificar sintomas durante o recesso escolar
As férias escolares, embora aguardadas por muitas famílias, representam um período de desafios para crianças e adolescentes com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). A ausência da rotina escolar, que impõe horários regulares para atividades como estudo, alimentação e sono, pode intensificar sintomas característicos do transtorno, como desatenção, impulsividade e desorganização.
Impactos da quebra de rotina nas férias
Julho é o mês dedicado à conscientização sobre o TDAH, com o Dia Mundial da condição celebrado em 13 de julho. Essa data chama atenção para as dificuldades enfrentadas durante o recesso escolar, quando a previsibilidade do dia a dia diminui e o tempo livre aumenta, especialmente o tempo dedicado a dispositivos eletrônicos como celulares, tablets e videogames.
O uso excessivo dessas telas pode prejudicar a qualidade do sono e dificultar a autorregulação emocional, agravando sintomas como irritabilidade e distração. Além disso, a responsabilidade pela organização da rotina recai integralmente sobre os pais e cuidadores, que podem sentir-se sobrecarregados sem o suporte da escola.
Orientações sobre o tratamento durante as férias
O Dr. Paulo M, do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, destaca que a manutenção do tratamento deve ser avaliada individualmente. “Na maioria dos casos de TDAH, o impacto do transtorno ocorre não apenas no ambiente escolar, mas também em casa e outros ambientes sociais”, explica. Nesses casos, é fundamental seguir a prescrição médica durante as férias.
Quando os sintomas se manifestam principalmente no ambiente escolar, pode ser possível interromper o uso de psicoestimulantes no período de recesso. Contudo, para medicamentos não estimulantes, como a atomoxetina — aprovada pela Anvisa para o tratamento do TDAH — a recomendação é não interromper o tratamento.
Manter hábitos saudáveis para minimizar impactos
Apesar das mudanças naturais nas férias, manter horários relativamente estáveis para alimentação, sono, atividades físicas e momentos de lazer pode ajudar a reduzir os efeitos negativos da quebra de rotina. O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por padrões persistentes de desatenção, hiperatividade e impulsividade, que afetam o desempenho escolar e a qualidade de vida.
O diagnóstico é clínico e deve ser realizado por profissional habilitado, com base em critérios reconhecidos internacionalmente. O tratamento é individualizado e pode incluir orientação familiar, acompanhamento psicológico, intervenções psicossociais e medicamentos, conforme indicação médica.
Assim, as férias não significam uma pausa no cuidado com o TDAH. Com organização, acompanhamento adequado e adesão ao tratamento, é possível atravessar esse período com mais equilíbrio para a criança, o adolescente e toda a família.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA


