Movimento das Mulheres Sambistas inaugura sede no Centro do Rio

Espaço será dedicado a encontros, formação e criação para mulheres ligadas ao samba

Após sete anos de atuação, o Movimento das Mulheres Sambistas inaugura sua sede oficial no dia 17 de julho, às 17h, localizada na Rua Teófilo Otoni, 134, sobrado, no Centro do Rio de Janeiro. O espaço surge como um endereço permanente para fortalecer mulheres que fazem, vivem e constroem o samba em diversas frentes.

Mais do que uma sede administrativa, o local funcionará como uma casa de encontro, formação, acolhimento e criação para compositoras, musicistas, produtoras, pesquisadoras, trabalhadoras da cultura e sambistas que têm no samba parte de sua história e vínculos afetivos.

Um espaço para mulheres, crianças e novas gerações

Fundado em julho de 2019, em celebração ao Dia Nacional da Mulher Sambista, o movimento busca consolidar conquistas, ocupar espaços e ampliar o protagonismo feminino na cadeia produtiva do samba. Desde então, o coletivo desenvolveu projetos de formação, memória, articulação e celebração, alcançando milhares de mulheres, crianças, famílias e espectadores.

Entre as iniciativas destacadas está a Casa da Mulher Sambista, voltada à capacitação, acolhimento e visibilidade de mulheres ligadas ao samba. Em duas edições, o projeto ofereceu 2.524 vagas em oficinas, palestras, rodas de conversa e atividades de formação profissional conduzidas por mulheres experientes na cultura popular.

Os dados indicam que 82% das participantes são mulheres negras e 72% moradoras de comunidades ou periferias. O material divulgado aponta que oito em cada dez participantes chegaram às oficinas sem experiência prévia no tema escolhido, enquanto nove em cada dez saíram com habilidades concretas e desenvolvimento visível.

Formação, memória e infância também entram na roda

O compromisso com as novas gerações se manifesta na Casa dos Sambistinhas, que manteve quatro polos de musicalização ao longo de dois semestres, atendendo 80 crianças típicas e atípicas. O espetáculo infantil do projeto realizou 16 apresentações, alcançando cerca de 1.200 espectadores.

A atuação voltada às crianças também inclui a Casa dos Sambistinhas – Literatura, que foca em infâncias negras e periféricas, ampliando a representatividade negra na literatura infantil e fortalecendo autoestima, expressão e pertencimento. O movimento desenvolve ainda parcerias com instituições como a Fiocruz e o Instituto Benjamin Constant.

Na área da memória do samba, uma das ações de maior visibilidade foi a quarta edição do Dia da Mulher Sambista, dedicada ao centenário de Dona Ivone Lara. O evento reuniu 100 artistas na Fundição Progresso, com 82 mulheres no palco e equipe 100% feminina, para cerca de 2 mil espectadores.

Outro destaque é o projeto Canto em Movimento, que reuniu 52 cantoras na gravação de um álbum coletivo com dez faixas, incluindo uma música inédita de Dona Ivone Lara. Ao longo da trajetória, o movimento recebeu reconhecimentos como o Prêmio Dandara, o Diploma Heloneida Studart, a Medalha Chiquinha Gonzaga e a Medalha Dona Ivone Lara.

Com a inauguração da nova sede, essa rede passa a contar com um ponto fixo de encontro e criação no Centro do Rio. O espaço representa a continuidade de uma construção coletiva feita por mulheres que transformam o samba em trabalho, memória, afeto e futuro.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 48 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar