PL da Misoginia aguarda votação na Câmara
Projeto aperfeiçoado define objetivamente condutas de misoginia, mas análise é adiada por deputados
O PL 896/2023, popularmente chamado de PL da Misoginia, está pronto para votação na Câmara dos Deputados, porém sua análise tem sido adiada por um grupo de parlamentares que utiliza o tempo regimental para postergar a decisão. O projeto visa proteger as mulheres contra práticas de ódio, discriminação e restrição de direitos motivadas pela condição feminina.
Inicialmente, a principal crítica ao projeto era a suposta indefinição na definição do que caracteriza o ódio contra mulheres. Contudo, essa objeção não se sustenta na versão atual do texto, que foi aprimorada pelo Grupo de Trabalho da Câmara, sob a relatoria da deputada Tabata Amaral (PSB-SP).
Definição clara de misoginia
A redação atual inclui um parágrafo específico que define objetivamente as condutas enquadradas como misoginia. O texto tipifica como “ato de misoginia a prática, a indução ou a incitação de violência, de restrição ao pleno exercício de direitos ou de ofensa à dignidade da mulher, em razão da condição de mulher”.
Essa definição busca delimitar com precisão o que será considerado violência motivada por misoginia, reduzindo interpretações genéricas. Além disso, o projeto esclarece que a lei combate a discriminação estrutural sem afetar liberdades individuais ou religiosas já garantidas pela Constituição.
Trâmite legislativo e apoio no Senado
O PL já foi aprovado por unanimidade no Senado Federal, com 67 votos favoráveis. Apesar disso, o avanço na Câmara tem sido lento devido à demora na análise da versão final do texto.
Organizações como o Levante Mulheres Vivas e a relatora têm buscado sensibilizar os deputados sobre a urgência da proteção às mulheres, ressaltando que ainda há tempo para a votação.
Deputados responsáveis pela análise
O grupo de deputados chamado a analisar a nova redação inclui: Gilberto Nascimento, Alex Manente, Ismael dos Santos, Eli Borges, Pedro Lucas Fernandes, Pedro Lupion, Rosângela Gomes, Dr. Luizinho, Antonio Brito, Adolfo Viana e Júlia Zan.
Rachel Ripani, cofundadora do movimento Levante Mulheres Vivas, destaca: “É hora de cobrar comprometimento com a verdade e com as vidas das mulheres brasileiras”.
Com o projeto pronto para votação e a redação mais objetiva, espera-se que a Câmara avance em uma pauta fundamental para a proteção das mulheres e o enfrentamento da violência de gênero.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



